OUÇA AO VIVO A 96FM
(82) 9-9672-7222 Whatsapp Diário Arapiraca
Dólar hoje R$ 3,748 Arapiraca, 24ºC Tempo nublado

Geral / Isve Cavalcante

Quem é Isve Cavalcante? Isve Cavalcante é radialista desde 1971. Ele nasceu na cidade de Caruaru, município de Pernambuco. Já trabalhou em várias rádios, prefeituras e emissoras de televisão. Atualmente apresenta o programa “Show de Notícias” na Rádio 96 FM Arapiraca.
20/02/2019 16:27:22
Mangueira vai tirar das sombras os heróis populares que não estão nos livros
Heróis históricos e oficiais serão retratados com traços mais divertidos na Mangueira, como fantasia de Tiradentes — Foto: Oscar Liberal/Divulgação / Foto:

 C/G1

Neste carnaval, a Estação Primeira de Mangueira vai dar voz e vez ao povo brasileiro.

Ou melhor, aos verdadeiros heróis populares: negros, índios, mulheres e desvalidos que tiveram sua importância na formação da nação mas não são citados nos livros de História.

E com “História para ninar gente grande’, o carnavalesco Leandro Vieira quer acordar a Sapucaí.

“Quero levar para a Avenida um pensamento crítico. A noção que as pessoas têm da história oficial tira o protagonismo dos heróis populares.

Quero acordar essa sociedade que está adormecida e mostrar o lado B da História porque nos livros a gente só tem a versão dos nobres, da classe dominante”, disse Vieira. 

Nomes poucos conhecidos ou mencionados na história oficial vão ganhar alas e representações: Cunhambebe, chefe da nação tupinambá; o guerreiro guarani Sepé Tiaraju; os quilombolas José Piolho, Teresa de Benguela e Mariana Crioula; e o líder abolicionista Chico da Matilde, entre outros.

Personalidades da escola, as cantoras e compositoras Lecy Brandão e Alcione virão representando respectivamente as guerreiras negras Luísa Mahin e Dandara.

E Tia Suluca – irmão do falecido mestre-sala Delegado -, virá como Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares.

“As guerreiras da Verde e Rosa vão representar essas mulheres fortes e guerreiras, que tanto fizeram pelos negros no Brasil.

Elas são brasileiras, são verde e rosa, e com as cores da Mangueira vão representar as personalidades de outras tantas comunidades que fazem a nossa história, mas que não estão nos livros”, pontua o carnavalesco. 

Para exaltar os heróis populares e desmistificar os grandes nomes da história, Leandro Vieira vai dar um tom mais jocoso ao desfile.

Figuras como D. Pedro I, Tiradentes, Pedro Álvares Cabral e Princesa Isabel serão desconstruídas.

 “Optei por retratar essas figuras com um traço mais de charge e provocar uma reflexão: eles realmente foram heróis?

O Descobrimento, por exemplo, foi uma invasão na qual os portugueses demonstraram total desprezo pela condição indígena.

Não respeitaram hábitos, culturas, nada”, diz Leandro.

O carnavalesco, que normalmente não gosta de antecipar o que será apresentado no Sambódromo, este ano faz mais mistério ainda.

Se há três carnavais, a Mangueira tinha um visual mais clean, para 2019 Leandro diz apenas que o público vai ver uma escola diferente.

Quanto à atual tendência de teatralização nos carros e coreografias no chão, Leandro é categórico: a Mangueira vai ter uma evolução livre.

“Nenhuma coreografia. Ano passado fiz uma ala no final da escola com mil pessoas sambando livremente e só recebi abraços e elogios.

O carnaval está muito engessado. Respeito o trabalho de todo mundo, mas acho que essa coisa de abrir portas e ter passos marcados já cansou.

As pessoas querem brincar, se divertir. Carnaval é isso”, afirma o carnavalesco.

 

 

 

 

 

 

 

 


Link da página:
O portal Diário Arapiraca não se responsabiliza pelos conteúdos publicados nos blogs dos seus colaboradores.

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.

Isve Cavalcante