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16/05/2018 17:00
Arapiraca
Dia do Gari e da Margarida é data para homenagear os profissionais da limpeza pública
Varrendo, coletando, transportando o lixo, cuidando dos jardins e limpando as vias e lugares públicos, garis e margaridas são merecedores de respeito, gratidão, reconhecimento e homenagens.
/ Foto: Assessoria
Assessoria

 “Eu amo o meu trabalho”. Na data criada para homenagear o Dia do Gari e da Margarida, 16 de maio, com sorriso, Cecília Tenório Rodrigues, 35, fala orgulhosa da profissão que abraçou há 11 anos. Ela integra a equipe de profissionais que trabalha na limpeza pública de Arapiraca.

A sua rotina diária começa às 4h, horário que acorda. Depois de fazer o almoço, inicia o seu ritual de preparação para o trabalho de limpeza na avenida Deputada Ceci Cunha, onde varre o meio fio e limpa a grama do canteiro central. Engana-se quem imagina que a Cecília Tenório reclama. Pelo contrário, a sua expressão é de gratidão.

“Acho tudo bom no meu trabalho. Quando eu comecei a função, confesso que ficava envergonhada, mas depois que fui observando as minhas conquistas, através do meu esforço, só posso comemorar. Sou grata pela oportunidade de ajudar financeiramente o meu marido a criar nossos dois filhos, com um trabalho honesto. E ainda, que ajuda a minha cidade ficar mais bonita”, afirmou a margarida.

O seu horário de trabalho é das 6h às 14h, com intervalo para almoço. O seu ritual de preparação para o trabalho inicia quando veste o seu uniforme de identificação. Ela segue com os cuidados e não se esquece do protetor solar e equipamentos de proteção individual, a exemplo das botinas, luvas e chapéu, fornecidos pela empresa Eleva Ambiental, contratada pela prefeitura de Arapiraca para o serviço.

Quem passa pela avenida no horário citado pode encontrar a margarida carregando o seu carrinho coletor, com vassoura, rastelo e sacos de lixo. Ela conta que, durante os quatro anos que trabalha neste local, já fez muitas amizades.

“No percurso eu encontro muitas pessoas. Posso afirmar que a maioria é gente boa e educada. Claro que sempre existe quem olhe estranho, que não sabe valorizar o profissional. Mas no geral, construímos laços de amizade e acabamos compartilhando alegria e o desejo de um bom dia de trabalho”, destacou. Cecília Tenório ainda afirma que a sua rotina só lhe faz bem.

A história da margarida Cecília Tenório é uma, entre tantas outras que poderiam ser contadas aqui. Ela representa uma classe de profissionais nem sempre devidamente valorizada pela população. E, mesmo assim, assume o compromisso e se encarrega da missão de melhorar a qualidade de vida das pessoas e manter a beleza da cidade. Varrendo, coletando, transportando o lixo, cuidando dos jardins e limpando as vias e lugares públicos, garis e margaridas são merecedores de respeito, gratidão, reconhecimento e homenagens.

 


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