OUÇA AO VIVO A 96FM
(82) 9-9672-7222 Whatsapp Diário Arapiraca
Dólar hoje R$ 3,776 Arapiraca, 26ºC Estrelado

Editorias

14/03/2019 11:53
Arapiraca
Ouro que empresário rico promete a pobre em troca do seu nome é mentira, afirma promotor
Empresários ricos estão convencendo que pessoas muito pobres e analfabetas abram empresas em seu nome, os famosos laranjas ou testas de ferro
Casa dos testas de ferro, em Arapiraca / Foto: Divulgação MPE/AL
Redação

O Promotor de Justiça integrante do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) do do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), Kléber Valadares, conversou com o repórter da Rádio 96 FM Arapiraca, Mitchel Torquato, durante o programa Show de Notícias e revelou que as duas construtoras, SL EIrelli e ALazão EIrelli, serviam de fachada para uma terceira construtora, a Colibrir.

Fachada da Colibrir:

Os mandados de busca e apreensão - 14 no total - não foram só cumpridos em Arapiraca, mas em Jaramataia e em Limoeiro de Anadia nesta quinta-feira (14).

De acordo com o promotor, o que a sociedade precisa abrir os olhos é que empresários ricos estão convencendo que pessoas muito pobres e analfabetas abram empresas em seu nome, os famosos laranjas ou testas de ferro. “Mas quem realiza toda a prática criminosa são os empresários”, explicou.

“Por isso o nome Midas, da operação, em referência ao rei mitológico que tudo que tocava transformava em ouro”, disse. “No contato com empresários endinheirados, esses pobres supostamente ficariam ricos, mas só supostamente, o ouro na verdade é uma mentira”.

Casa dos testas de ferro das empresas:

Kléber lamentou que essa prática está sendo comum no estado.

O promotor ainda não revelou os nomes dos investigados nem se serão presos.

Detalhes

As construtoras SL EIrelli e ALazão EIrelli, segundo as investigações do Ministério Público, possuem contratos com diversos municípios alagoanos. Entretanto, há elementos indicativos de que elas não prestam os serviços devidos conforme prevê a legislação, uma vez que não possuem número suficiente de funcionários e maquinários, além da constatação de “grande confusão patrimonial, jurídica e contábil entre elas”, afirma o Gaesf.

As empresas SL EIrelli e ALazão EIrellis são suspeitas de praticar, por meio dos seus sócios, crimes tributários, lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica.

 


Link da página:

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.

Arapiraca