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20/03/2017 08:45
Esporte
Análise: Santos cria, marca, recua, leva virada e segue em jejum nos clássicos
Peixe abre o placar com Ricardo Oliveira aos 29 do segundo tempo, mas então para de jogar e toma o castigo com gols aos 40 e aos 42. Pressão sobre Dorival aumenta
/ Foto: GloboEsporte

 O torcedor santista podia se orgulhar de duas coisas nos últimos anos: soberania na Vila Belmiro e bom aproveitamento em clássicos. Em 2017, isso tudo ficou na saudade.

Ainda sem conseguir embalar três vitórias seguidas na temporada, o Santos perdeu um jogo dado como ganho contra o Palmeiras. Em 75 minutos, criou muito mais do que o rival. Abriu o placar aos 29 do segundo tempo, com Ricardo Oliveira. E não dava mostras de que passaria sufoco no fim. Mas o cansaço bateu (havia jogado contra o The Strongest, pela Libertadores, menos de 72 horas antes), e o time de Dorival Júnior recuou além da conta. Acabou levando a virada com gols aos 40 e aos 42 minutos. Uma derrota classificada pelo treinador como "inexplicável" e que faz crescer sobre ele a pressão de uma torcida bem acostumada a ver o time se impor na Vila, inclusive em clássicos.

São agora três derrotas em três confrontos contra os grandes rivais da capital nesta temporada, sendo duas delas na Vila Belmiro. Aliás, em casa, o Santos só ganhou do Linense e do Botafogo de Ribeirão Preto no Paulistão, somando derrotas para São Paulo, Ferroviária e agora Palmeiras.

Com sete títulos paulistas nos últimos 11 anos, o Santos corre sério risco de ser o único grande a não se classificar para a próxima fase. Está um ponto atrás do Mirassol e a dois da Ponte Preta, faltando três rodadas. Como o próximo jogo pela Libertadores será só em 19 de abril (contra o Santa Fe, na Colômbia), Dorival viverá dez dias decisivos no Paulistão. Se a classificação não vier contra São Bento, Santo André e Novorizontino, a revolta dos torcedores, principalmente os que frequentam o setor das numeradas na Vila Belmiro, tende a crescer ainda mais. Vale sempre lembrar que este é um ano de eleições no Santos.

O jogo

O Santos começou melhor, com sete, até oito jogadores atacando ao mesmo tempo. O Palmeiras de Eduardo Baptista, que ainda não tinha se visto tão pressionado por um adversário este ano, demorou a se acertar em campo. Foram duas bolas na trave de Fernando Prass (com Bruno Henrique e Ricardo Oliveira), além de uma chance incrível perdida por Vitor Bueno, que fez lembrar o gol perdido por Nilson na final da Copa do Brasil de 2015 contra o mesmo Palmeiras e na mesma área – clique aqui para comparar os dois lances.

O Santos ainda levou pelo menos três sustos no fim do primeiro tempo, quando Vladimir apareceu muito bem. Na etapa final, porém, só deu Peixe. Foi a vez de Prass brilhar com uma série de grandes defesas, até que Ricardo Oliveira abriu o placar, aos 29 minutos.

Se o Peixe vinha sendo superior até então, não havia motivo para temer por uma reviravolta faltando cinco minutos, certo? Errado. O Santos de Dorival Júnior parece nunca ter vitória garantida, e o torcedor sabe bem disso. Contra o próprio Palmeiras, no ano passado, viu um 2 a 0 se tornar 2 a 2 nos minutos finais (a classificação santista só veio nos pênaltis).

Oito dos 11 titulares neste domingo estavam em campo no jogo contra o Palmeiras no ano passado, e outros dois estavam no elenco (Vladimir e Lucas Veríssimo). A exceção era Bruno Henrique. Coincidência ou não, a virada palmeirense começou num vacilo do atacante, que não ouviu o estádio inteiro gritar "ladrão", perdeu a bola para Jean e viu o lateral rival tabelar com Róger Guedes e fazer o gol de empate, aos 40. Dois minutos depois, em nova jogada de Róger Guedes (que superou a marcação de Bruno Henrique e Zeca), o Palmeiras virou com Willian.

Taticamente, o Santos mostrou a mesma qualidade aplicada contra o The Strongest, com Renato responsável pela saída de bola, principalmente pela direita, triangulando com Victor Ferraz e Vitor Bueno, com Lucas Lima eventualmente se apresentando para receber e tentar a inversão para o lado oposto, com Bruno Henrique, Zeca e Thiago Maia. No comando de ataque, Ricardo Oliveira deixava claro que já está de volta à boa forma física.

Se tudo corria tão bem, por que o Santos não deslanchava no placar? Assim como no jogo contra os bolivianos, a bola não entrava. As chances eram criadas, e ninguém conseguia marcar. Por isso, e só por isso, é errado culpar Dorival pela derrota. Treinador escala time, define um padrão de jogo, mas não é quem chuta para o gol...

O que o Santos precisa no momento é de paz – para evitar o vexame da não classificação no Paulistão e passar pela sequência mais difícil na Libertadores (os dois jogos contra o Santa Fe e a partida na altitude boliviana contra o The Strongest).

 

 

Fonte: GloboEsporte
 


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