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09/06/2018 12:42
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Justiça autoriza e ex-goleiro Edinho irá cumprir pena no regime semiaberto
Ele poderá trabalhar de dia e voltar à noite para a prisão. Transferência deve ocorrer nos próximos dias.
/ Foto: Reprodução

 O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou o ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, a ser transferido para o regime semiaberto. Desta forma, ele poderá trabalhar durante o dia e, à noite, deve retornar à prisão. Edinho está na Penitenciária II de Tremembé, no Vale do Paraíba, onde cumpre a pena de 12 anos, dez meses e 15 dias em regime fechado por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico.

A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 9ª Região Administrativa Judiciária, em São José dos Campos, deferiu o pedido do advogado Eugênio Malavasi para que Edinho passasse para o regime semiaberto. A juíza considerou que o ex-goleiro obedeceu os requisitos objetivo e subjetivo para a concessão do benefício. Ele cumpriu um sexto da pena e sua conduta dentro da prisão foi considerada boa pela administração penitenciária.

Segundo a juíza, ‘trata de promoção a regime menos rigoroso, mas ainda bastante vigiado e cumprido em estabelecimento penal, embora ensejando ao sentenciado a oportunidade de integrar-se socialmente, visto que se apresenta mais amadurecido, tendendo a melhoria de sua vida longe da criminalidade”.

"Foi uma excepcional conquista. Quando peguei o caso, a pena era de 33 anos e quatro meses. Nós reduzimos a pena para 12 anos e 10 meses. Também por conta dessa redução, ele teve direito a progressão de regime semiaberto. Ele cumpriu um pouco de prisão provisória e, isso computou para o requisito. Foi muito bom", disse o advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, em Santos.

A decisão da juíza foi publicada nesta sexta-feira (8). Mas, ainda não se sabe quando, exatamente, o ex-goleiro será transferido do regime fechado para o semiaberto. Segundo Malavasi, Edinho ainda não foi comunicado da decisão, o que deve ocorrer nos próximos dias, bem como a transfêrência dele.

No semiaberto, Edinho poderá trabalhar durante o dia e deve retornar à prisão a noite. A cada três dias de trabalho será descontado um dia da pena. O advogado disse que o ex-goleiro ainda não tem propostas de emprego e só pode procurar um trabalho quando estiver fisicamente no novo regime.

“Ele deve ficar em Tremembé. Se ele tiver algum trabalho externo, ele poderá trabalhar durante o dia. Se ele conseguir um time para treinar ali, em Tremembé, ele poderá sair de manhã e voltar de noite. Ele também poderá gozar a saída temporária nas datas comemorativas como, por exemplo, no Dia dos Pais e no Natal”, explicou Malavasi.

Em Tremembé, Edinho está em presídio conhecido por abrigar presos de casos de grande repercussão, como Alexandre Nardoni, condenado pela morte de filha Isabella; e Lindemberg Alves, que assassinou a namorada Eloá. O local já abrigou os irmãos Cravinhos, que agora cumprem pena em regime aberto; e o ex-médico Roger Abdelmassih.

O caso

A primeira prisão de Edinho aconteceu em 2005. O ex-goleiro foi detido com outras 17 pessoas pela Operação Indra realizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Naldinho, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em janeiro de 2006, ele teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade por causa de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em fevereiro, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em uma nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois disso, a Justiça vinha negando com frequência os pedidos de liberdade feitos por Edinho.

No dia 30 de maio de 2014, o ex-goleiro foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas após decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Edinho foi preso no dia 7 de julho por não ter apresentado seu passaporte à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. Eugênio Malavasi, advogado de Edinho, conseguiu um habeas corpus para liberar seu cliente.

Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse sua rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

O ex-jogador estava esperando o julgamento em liberdade e foi preso no dia 24 de fevereiro, na cadeia anexa ao 5º Distrito Policial de Santos. Ele saiu da cadeia seis dias depois, quando a prisão foi suspensa pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Saldanha.

Em março, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou a expedição do mandado de prisão do ex-goleiro. Os magistrados rejeitaram os embargos de declaração interpostos pelo advogado de Edinho, Eugênio Malavasi. O defensor, porém, entrou com um pedido de habeas corpus para evitar a prisão, que foi concedido no dia 4 de abril.

Em julho, Edinho foi preso pela quinta vez após julgamento do recurso de apelação. Ele aguardava o julgamento em liberdade, na época. Na ocasião, a Justiça condenou Edinho e reduziu a pena de 33 anos e quatro meses de reclusão para 12 anos e dez meses em regime fechado.

 


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