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Editorias

27/02/2019 21:16
Meio Ambiente
Estudante da Ufal cria petição pública contra uso de canudo plástico em Maceió
Rommel Mendes sugere que seja criada lei para que os estabelecimentos comerciais forneçam apenas canudos de papel biodegradável ou reciclável
Rommel Mendes, estudante de Geografia da Ufal ( / Foto: Divulgação

 Estudante do curso a distância de licenciatura em Geografia, Rommel Mendes ainda está no primeiro período da graduação, mas já escolheu a área que quer se dedicar durante e após o curso: a preservação do ambiente marinho.

“Desde a infância me identifico com a temática ecológica e conservacionista, muito disso graças a meu contato próximo com o mar e pelo acesso a conteúdo em canais de TV especializados”, conta. “Na escola, o grande foco sempre era a floresta amazônica, que também me despertava atenção, mas era com a vida marinha que eu possuía mais intimidade”, relembra Rommel.

Ele conta que, sempre quando pode, nos trabalhos acadêmicos “procura [abordar] o tema poluição plástica”. E justifica: “Sem querer ser sensacionalista, a importância [desse tema] é vital. Sem mudanças sistemáticas imediatas na forma como o plástico é produzido, consumido e eliminado, a poluição plástica deverá dobrar até 2030”, diz.

Esse interesse pelo tema não ficou restrito às atividades realizadas na Ufal. Para dar sua parcela de contribuição para preservação das espécies marítimas, ele criou uma petição pública com o objetivo de recolher assinaturas que defendam a diminuição do uso de canudos plásticos em Maceió. “O Rio de Janeiro já começou a banir os canudos plásticos e eu acredito que devemos seguir o exemplo, já que Maceió é conhecida turisticamente como ‘Paraíso das Águas’”, defende ao contar que tenta fazer a sua parte “ao diminuir ou consumir plástico racionalmente, além de participar de mutirões voluntários de coleta de lixo na orla”.

Rommel espera recolher mais de 50 mil assinaturas. “Em 2019 o coeficiente eleitoral mínimo projetado para se eleger um deputado estadual foi de 52 mil votos. Gosto de pensar que 52 mil assinaturas iria despertar o interesse desses agentes públicos”, informa. “Depois de alcançar a relevância necessária, pretendo expor primeiro a petição para políticos que possuem viés ambiental e, posteriormente, para os demais em sua totalidade”, informa.

Preocupação com a vida marítima

O interesse pelo mar, diz Rommel, surgiu cedo. “Desde criança, meu pai me iniciou no mergulho de apneia e de lá pra cá nunca deixei de praticar. Depois de ter contato com canais especializados na vida animal, criei uma nova consciência ambiental”, conta.

“Hoje, faço mergulhos contemplativos e nessa prática pude constatar o quanto a biodiversidade de nossas praias diminuiu drasticamente. A variedade de peixes, crustáceos e moluscos se resumiu a uma pequena fração do que era há 20 anos”, lamenta. “Já mergulhei em praticamente todas as praias do Estado e por mais remota que seja ou mais longe da costa, o plástico é onipresente. Garrafas, canudos, sacolas, tampinhas, tem de tudo, inclusive já encontrei rótulos com caracteres orientais”, conta.

Ele pretende se engajar em pesquisas nessa área. “Vejo como meu objetivo principal. Meu desejo é contribuir nos avanços no combate ao uso indiscriminado do plástico, diagnosticando a dimensão dessa problemática e apontando alternativas e soluções, tudo baseado em pesquisa científica”, afirma.

Quem que quiser assinar a petição e ajudar a causa defendida por Rommel, basta acessar o endereço https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/Autoridades_locais_PROJETO_MACEIO_SEM_CANUDOS/ .


Fonte: Ascom Ufal


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