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09/06/2018 13:16
Polícia
Corregedoria pune com prisão PMs que pararam coronel em blitz em Alagoas
Eles já haviam sido presos por 72 horas no ano passado, logo após a denúncia. Para a Corregedoria da Polícia Militar, houve excesso na abordagem ao coronel Adroaldo Goulart.
/ Foto: Reprodução

 Os três policiais militares que pararam o coronel Adroaldo Goulart durante uma blitz no ano passado, no Litoral Sul de Alagoas, e foram acusados por ele de terem cometido excessos, foram punidos com prisão pela Corregedoria da PM. A decisão foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO) na sexta-feira (8).

De acordo com a publicação, o 2º tenente Antônio Edvaldo da Silva e o sargento Alexandro de Farias Barros Santos foram punidos com 4 dias de prisão porque permitiram que um subordinado interferisse no andamento de uma ocorrência e porque deixaram de confeccionar a documentação necessária a esse episódio.

Como os dois já passaram 3 dias detidos no ano passado, vão cumprir apenas mais um dia. No caso do soldado Thiago Cavalcante Araújo Oliveira, o subordinado em questão, a punição foi de 5 dias de prisão. Ele também ficou detido por 3 dias em 2017, e agora, deve cumprir os dois restantes.

Contra ele, também foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM), "por agir de maneira desproporcional e sem o devido respeito a superior hierárquico, além de não obedecer a cadeia de comando e a ordem quando lhe foi determinado que cessasse sua atuação. Por conseguinte, causando às margens de uma rodovia, escândalo que comprometeu a imagem da corporação perante a sociedade", diz a publicação.

A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou à reportagem do G1 que a Corregedoria da PM instaurou um Processo Administrativo Disciplinar Simplificado, assegurando o direito de defesa e do contraditório, conforme previsto em Lei. Disse ainda que após depoimentos colhidos e diligências realizadas pelo Oficial Encarregado, foi constatada a transgressão disciplinar cometida pelos militares envolvidos na ocorrência.

A ocorrência em questão ocorreu em novembro do ano passado, durante uma blitz do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) próximo ao trecho do Gunga (veja no vídeo ao fim do texto). O coronel Adroaldo estava em um carro oficial, que estava sendo guiado por sua esposa.

À época, a assessoria de comunicação da PM disse que o coronel havia passado mal, e por isso sua esposa assumiu o volante. A troca de direção foi feita pouco antes da blitz, o que chamou a atenção dos militares. O coronel não apresentou documento que comprovasse sua ligação com a corporação. Houve bate-boca e ele afirma que um dos militares chegou a apontar uma arma para ele.

O coronel disse que se sentiu constrangido, e levou o caso ao comando da PM, alegando truculência dos três militares. Por causa disso, o coronel Nerecinor Sarmento Pereira Filho, que estava responsável pelo comando-geral da corporação, decretou a prisão administrativa dos militares por 72 horas, e a transferência deles para batalhões do interior do estado.

Os militares foram liberados da prisão administrativa pelo comandante-geral da PM, coronel Marcos Sampaio, que também revogou as transferências. Os três, no entanto, não voltaram ao BPRv. Ainda assim, a investigação prosseguiu.

Na decisão que determinou a prisão dos militares, a Corregedoria alega que os militares cometeram excesso, não respeitaram ordens superiores para cessar a discussão com o coronel e um deles ainda apontou uma arma na direção dele. Isso, continua a publicação, manchou a imagem da corporação perante a sociedade.

 

 

G1


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