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14/05/2019 08:50
Polícia
Corretora de Imóveis é presa pela PF por aplicar golpes na Caixa Econômica Federal
Outras pessoas estão sendo investigadas; penas máximas podem chegar a 30 anos, além de implicar em perda de patrimônio para ressarcir o patrimônio da agência bancária
Corretora de imóveis é presa em Maceió / Foto: Divulgação/PF Alagoas
Laís Pita com Assessoria

A Polícia Federal em Alagoas deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (14) a Operação Facetas para dar cumprimento a cinco mandados judiciais de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, além do sequestro de bens móveis e imóveis, expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal em Alagoas, nos municípios de Maceió e Marechal Deodoro.

Até o momento uma corretora de imóveis foi presa, ela não teve sua identididade revelada. Os outros investigados também são corretores, mas ainda não há confirmação se eles possuem vínculo regular com o Conselho Regional dos Corretos de Imóveis (Creci) ou se estão em dia. Além disso, podem também acumular outras atividades profissionais. 

Iniciadas em 2017, as investigações versam sobre condutas criminosas que lesionaram o patrimônio da Caixa Econômica Federal, as quais teriam configurado os crimes de falsificação de documento público (art. 297 do CPB), falsificação de documento particular (art. 298 do CPB), estelionato majorado (art. 171, §3º, do CPB), lavagem de dinheiro (art. 1º, da lei 9613/98) e associação criminosa (art. 288 do CPB), cujas penas máximas somadas ultrapassam 30 anos de prisão, além de implicar em perda de patrimônio para ressarcir o patrimônio da Caixa Econômica Federal, que foi lesado em aproximadamente R$ 600 mil. 

Dentre as diversas condutas comprovadas, que podem configurar oscrimes acima referidos, verifica-se a falsificação de documentos de identificação, substituindo-se a fotografia verdadeira por outra de terceira pessoa; falsificação de recibos e extratos de imposto de renda para comprovação de renda; abertura de contas bancárias com utilização do limite, contratação de CDC e cartão de crédito; falsificação de certidão de registro de imóvel, utilizada para simulação de financiamento imobiliário; ocultação dos valores ilicitamente auferidos em contas bancárias em nome de terceiros; dentre outras.

O sequestro de bens móveis e imóveis dizem respeito a dinheiro em contas bancárias, veículos, casas e apartamentos, visando possibilitar o ressarcimento ao patrimônio da empresa pública federal. 

Os fatos até então identificados englobam seis inquéritos policiais instaurados na Superintendência Regional da PF em Alagoas, sendo que a investigação prosseguirá, a fim de averiguar outros possíveis ilícitos até então não descortinados.

O nome da Operação (Facetas) é uma alusão ao modo de agir dos investigados, consistente nas substituições de fotografias em documentos de identificação, com dados verídicos, porém com faces não condizentes com tais dados.

Atualizada às 08h48


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