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14/03/2018 10:16
Polícia
Travesti esfaqueada por cliente depõe a delegado
As investigações avançam, mas o delegado reconhece a dificuldade de identificar o suspeito pelo crime.
/ Foto: reeprodução

 O delegado Robervaldo Davino, do 6º Distrito Policial (DP), ouviu a travesti Paula Araújo, esfaqueada por um cliente no último fim de semana, em Cruz das Almas. A vítima – que está internada no Hospital Geral do Estado (HGE) – relatou que não conhecia o agressor e foi golpeada após se negar a entregar o aparelho celular dele, retido como forma de pagamento pelo programa sexual, já que o acusado disse não ter dinheiro.

As investigações avançam, mas o delegado reconhece a dificuldade de identificar o suspeito pelo crime. Possivelmente por medo, a vítima disse à polícia não conseguir lembrar de detalhes do rosto do homem que a atacou. Paula informou – apenas – que ele é loiro, alto, forte e que usava casaco preto.

“Ontem (segunda-feira) tomamos o depoimento do irmão da Paula, da colega da Paula (Vanessa) e fomos ao hospital conversar com ela. Ela diz que não tem condições de fazer o retrato falado. Eram três lá, mas nenhuma tem condições de fazer retrato falado. Vanessa e a Bianca (amigas de Paula) estavam dormindo, quando viram o barulho, saíram para ver. Viram o rapaz armado, ensanguentado. Se elas o virem, podem até reconhecer, mas não têm condições de fazer o retrato falado”, afirma Robervaldo Davino.

Segundo o delegado do caso, Paula e o acusado não tinham relacionamento, teriam se encontrado naquela madrugada. “O que nos chama a atenção é que a pessoa que fez aquilo foi um programa momentâneo. Ninguém conhece a pessoa. Então nós vamos ter que trabalhar no sentido de identificar. Por isso, nós precisamos do apoio da imprensa, do apoio das pessoas. Alguém viu.

O cara saiu 7 da manhã com uma faca suja de sangue”, conta o titular do 6º DP.

Davino lamenta o fato de não haver câmeras de segurança funcionando nas proximidades do prédio onde estavam Paula e o agressor, na orla de Cruz das Almas. “A câmera da Secretaria de Segurança está lá, mas não funciona. É exatamente em frente. As câmeras do próprio prédio estão lá e não funcionam. Agora a gente vai apelar para a sorte ou alguém que viu e informe pelo Disque-Denúncia”.

No prédio onde houve a agressão, alguns apartamentos foram alugados para encontros sexuais.

 

 

 

 

Fonte: Gazeta


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