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15/04/2018 12:32
Política
Em um ano, governo federal gastou R$ 82 milhões com flores e jardins
Especialistas defendem austeridade, revisão permanente em contratos de jardinagem e fornecimento de arranjos e comparação de preços pagos pela União e pela iniciativa privada
/ Foto: Correio Braziliense

 A administração pública federal gastou, ao menos, R$ 82 milhões em 2017 para comprar flores e cuidar dos jardins dos órgãos públicos. De acordo com dados obtidos da ONG Contas Abertas, cerca de 98% disso é por conta do serviço de jardinagem contratado pelos três Poderes. Do total, R$ 1,625 milhão são despesas para a compra de arranjos florais, sementes e insumos, sendo quase R$ 300 mil destinados apenas aos enfeites de cerimônias e eventos.

Mesmo que indispensável, o gasto com jardinagem é expressivo no país e pode ser ainda maior, porque muito do que é executado e pago pelas instituições públicas com o serviço está misturado com outros tipos de trabalho, como recepcionista, copeiragem, eletricista e outros. O economista Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas, explica que “ninguém é contra a manutenção do gramado, plantas ou flores”, mas é uma questão de se ter compatibilidade com a austeridade que o país enfrenta.

“Se acabarmos com esse gasto, não resolveremos o problema do deficit nas contas públicas, mas não quer dizer que não se possa fazer algo. Reduzir despesas é um exemplo que as autoridades federais dão para as instâncias inferiores, de que é preciso racionalizar e economizar. Sempre é possível reduzir”, diz o especialista.

Dando continuidade à série semanal de reportagens sobre os pequenos gastos que fazem falta aos serviços públicos, o Correio conversou com especialistas que defendem a necessidade de instituições dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário demonstrarem austeridade nas despesas. Mesmo quando a cifra é pequena, há uma série de gastos que não são considerados relevantes, mas, quando acoplados, formam um número que daria resultados mais positivos em outras áreas.

 

 

 

 

Fonte: Correio Braziliense 


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