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10/06/2018 12:44
Política
PSOL quer aproveitar vácuo de PSDB e aliados
“Oposição tradicional” ainda patina quanto ao pré-candidato ao governo
/ Foto: Tribuna Independente

 Ainda sem uma definição de um nome para disputar o Governo de Alagoas contra Renan Filho (MDB), o grupo liderado pelo PSDB vê surgir outra alternativa oposicionista no Estado. Membros do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acreditam que com o vácuo deixado pela “oposição tradicional”, a sigla de esquerda sonha mais alto e mantém o embate eleitoral com o atual chefe do Executivo.

Para enfrentar o atual governador, o partido lançou o nome de Basile Christopoulos, doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Faculdade Seune, em Maceió, como o pré-candidato ao governo.

Basile ressaltou que o PSOL entende que o espaço deixado pela oposição tradicional abre precedentes para disputar com maior facilidade o voto. “Somos a alternativa real ao governo e vamos disputar”, afirma o pré-candidato.

Segundo o presidente estadual do PSOL e pré-candidato a uma das 27 vagas na Assembleia Legislativa, Gustavo Pessoa, apesar de não ter o poder econômico do MDB e PSDB, o partido tem a seu favor o fato de que existe uma parcela da população alagoana que não quer votar em Renan Filho, ainda que o governo dele ostente uma avaliação positiva.

“Por outro lado, a oposição tradicional acovardada e pensando pragmaticamente em ter mandato por mandato desistiu de ir para disputa. A gente tem espaço aberto para dialogar com essa parcela da população que não quer votar no governador. O Basile é o único candidato que se contrapõe ao atual governo e se a gente fizesse qualquer pesquisa séria aqui que não ficasse incluindo candidatos que não são candidatos, como JHC, Mário Agra e outros nós estaríamos bem”.

Institutos de pesquisas recebem críticas

Gustavo Pessoa também faz uma crítica aos institutos de pesquisas. Pessoa argumenta que os levantamentos realizados são fantasiosos, com o intuito de desmerecer e consequentemente enfraquecer o crescimento de Basile, pré-candidato pelo PSOL.

“Apenas dois candidatos estão na disputa ao governo. São eles: Basile e o Renan Filho. E se só existem dois candidatos e nós sabemos que o governador está na frente, o Basile hoje é o

segundo colocado nas pesquisas. Se nós fizéssemos hoje uma eleição, ele seria o segundo colocado. A verdade é essa e admitir isso é de certa forma permitir que ele cresça na campanha”, ressalta Gustavo em entrevista à Tribuna Independente.

Gustavo afirmou ainda que o partido está confiante que vai eleger um ou dois deputados estaduais. Ele entende que há uma insatisfação generalizada com o Poder Legislativo e que essa rejeição vai se expressar na busca por alternativas nas urnas.

POTENCIAL

A reportagem da Tribuna Independente consultou a cientista política Luciana Santana, para ter uma análise acerca das condições políticas que esquerda no cenário de disputa com o governador.

“É um partido que pode apresentar contrapontos necessários para o debate político no estado. Além disso, poderá dar visibilidade a nomes para com potencial de vitória nas disputas proporcionais”.

Quanto à indefinição do PSDB e seus aliados, Luciana Santana acredita que os tucanos têm perdido força.

“A demora em anunciar um nome como pré-candidato ao governo reforça a fragilidade do partido e pode prejudicar a eleição de um número maior de deputados nas proporcionais”.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Tribuna Independente 

 


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