08/11/2018 17:46:32
Política
Futura ministra diz que debate sobre agrotóxico "terá muito espaço"
Futura ministra da Agricultura teve reunião nesta quinta-feira com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Ela defendeu o projeto em discussão na Câmara que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos.
G1

 Escolhida para assumir o Ministério da Agricultura no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou nesta quinta-feira (8) que a pauta a respeito de modificações nas regras sobre agrotóxicos “terá muito espaço” para discussões dentro da pasta.

Tereza concedeu entrevista nesta quinta, em Brasília, após reunião com Bolsonaro, que a indicou na quarta para comandar o Ministério da Agricultura. Tereza é líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida como “bancada ruralista”.

Na entrevista, a Tereza foi questionada sobre se as discussões sobre agrotóxicos terão espaço no ministério. Ela respondeu de forma positiva e defendeu o projeto que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos, aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados em junho.

“Com certeza, terá muito espaço de debate ainda. Ele [o projeto] passou na comissão, é um assunto polêmico... A comissão especial trouxe a modernização, é você dar a opção do produtor brasileiro usar as mesmas moléculas que são usadas lá fora através da agilidade, da transparência e da governança”, disse.

O grupo contrário ao projeto, que apelidou a proposta de "PL do veneno", entende que a nova lei vai flexibilizar as regras porque se limitará à atuação de órgãos de controle na autorização de uso dos agrotóxicos. Alegam ainda que as substâncias podem provocar câncer, prejudicar o desenvolvimento do feto e gerar mutações.

Por outro lado, os defensores da proposta argumentam que o texto modernizará a legislação, agilizando o processo de registro das substâncias. Atualmente, segundo este grupo, o processo de registro leva de 5 a 8 anos.

A proposta em análise na Camara pode modificar critérios de aprovação, na análise de riscos e até no nome que será dado aos agrotóxicos. Segundo Tereza, o projeto em discussão não “tira poder de ninguém”.

“Cada um vai estar dentro da sua caixa opinando: os três que sempre fizeram isso: Agricultura, Saúde através da Anvisa e meio-ambiente através do MMA [Ministério do Meio Ambiente”, declarou a futura ministra.

 

Meio Ambiente
Na entrevista, Tereza Cristina foi questionada sobre o perfil para o futuro ministro do Meio-Ambiente, já que Bolsonaro chegou a afirmar durante a campanha que fundiria a pasta com a da Agricultura. A proposta foi mal recebida por representantes dos dois setores.

Tereza declarou que, caso seja chamada a opinar, o perfil será o que o "governo quer" - Bolsonaro já afirmou que não quer um ministro "xiita" para a área.

“O presidente tem dito que ele quer acabar com a indústria da multa, que ele que acabar com o viés ideológico, ser altamente técnico, e eu concordo, não só eu como todos os produtores brasileiros esperam isso do presidente Jair Bolsonaro", declarou Tereza.

Reforma agrária
Tereza Cristina informou que terá uma reunião com Bolsonaro na próxima terça-feira (13), em Brasília, quando discutirão com mais detalhes o modelo de Ministério da Agricultura pensado pelo presidente eleito.

Um dos temas a ser avaliado, segundo a ministra, é deixar a Agricultura responsável pelas áreas de pesca e agricultura familiar.

Questionada sobre sua posição a respeito da reforma agrária, Tereza lembrou que o tema é tratado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado à Casa Civil.

A parlamentar se disse favorável à investir na qualificação de assentamentos em andamento. A posição do futuro governo dependerá ainda da disponibilização de recursos para, quem sabe, despropriar áreas.

Meio Ambiente
Na entrevista, Tereza Cristina foi questionada sobre o perfil para o futuro ministro do Meio-Ambiente, já que Bolsonaro chegou a afirmar durante a campanha que fundiria a pasta com a da Agricultura. A proposta foi mal recebida por representantes dos dois setores.

Tereza declarou que, caso seja chamada a opinar, o perfil será o que o "governo quer" - Bolsonaro já afirmou que não quer um ministro "xiita" para a área.

“O presidente tem dito que ele quer acabar com a indústria da multa, que ele que acabar com o viés ideológico, ser altamente técnico, e eu concordo, não só eu como todos os produtores brasileiros esperam isso do presidente Jair Bolsonaro", declarou Tereza.

Reforma agrária
Tereza Cristina informou que terá uma reunião com Bolsonaro na próxima terça-feira (13), em Brasília, quando discutirão com mais detalhes o modelo de Ministério da Agricultura pensado pelo presidente eleito.

Um dos temas a ser avaliado, segundo a ministra, é deixar a Agricultura responsável pelas áreas de pesca e agricultura familiar.

Questionada sobre sua posição a respeito da reforma agrária, Tereza lembrou que o tema é tratado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado à Casa Civil.

A parlamentar se disse favorável à investir na qualificação de assentamentos em andamento. A posição do futuro governo dependerá ainda da disponibilização de recursos para, quem sabe, despropriar áreas.

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1 

 

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