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26/06/2019 11:33
Alagoas
Em meio à paralisação dos jornalistas, "fura-greves" divulgam informações inverídicas
"A categoria não rejeitou o 'reajuste' proposto pelas empresas simplesmente por não ter havido proposta", explica Sindjornal em nota; leia e entenda!
Equipe da sucursal da Gazeta em Arapiraca continua 100% em greve / Foto: Cortesia ao Diário Arapiraca
Laís Pita

O Sindicato dos Jornalisas profissionais de Alagoas, por meio de nota, esclarece que as informações divulgadas nessa terça-feira (25) pelos veículos de comunicação da Organização Arnon de Melo, no caso no portal G1 e no ALTV 2ª Edição, não condizem com a realidade, visto que não houve rejeição do "reajuste" proposto pelas empresas, muito menos diálogo. Mas mesmo com a inflexibilidade da classe patronal, a categoria fez nove contrapropostas, todas elas - aí sim - rejeitadas. As negociações junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) começaram em abril e duraram até a última segunda-feira (24). Na terça, a greve foi iniciada na madrugada, por volta das 03h30, com os jornalistas mobilizados - de forma pacífica e organizada - nas frentes das três empresas (Organização Arnon de Mello, Pajuçara Sistema de Comunicação e Sistema Opinião). 

Apesar dos "fura-greves", a ação dos 90% que aderiram ao movimento surtiu efeito. De acordo com comunicado enviado pelo WhatsApp, dois telejornais da TV Pajuçara não foram ao ar e outros dois foram apresentados pela mesma pessoa, visivelmente desconfortável e com vergonha. Na TV Ponta Verde os programas foram ao ar apresentados por jornalistas que decidiram não apoiar a greve, porém três entrevistados desistiram de entrar ao conversar com os profissionais que estavam mobilizados na frente da emissora.

Como o Diário Arapiraca divulgou ontem (25), o Bom Dia Alagoas foi gravado na noite anterior e exibido como ao vivo. já o ALTV1 foi apresentado por uma jornalista freelancer que optou por não apoiar a greve, vale ressaltar que tal contratação é ilegal. Já o ALTV2 foi conduzido por outro jornalista que resolveu furar a mobilização e divulgar a tal notícia inverídica, como fez o portal G1, porém acertou ao mencionar a proposta egoísta e mesquinha da classe patronal.

Segue abaixo a nota do Sindjornal na íntegra:

DIREITO DE RESPOSTA

O Sindicato dos Jornalistas profissionais de Alagoas vem esclarecer que as informações divulgadas nos veículos da OAM não condizem com a realidade. Primeiro, porque a categoria não rejeitou o "reajuste" proposto pelas empresas simplesmente por não ter havido proposta de reajuste. Segundo, porque, após 2 meses de negociação, as empresas só tiveram uma única pauta, que foi a redução do piso salarial da categoria. E, sem mudança ou flexibilização de postura, não há acordos possíveis. Informamos ainda que a forma como a nota foi desenhada desconsidera um movimento que teve mais de 90% de adesão. Que fez dois telejornais da empresa irem ao ar gravados - fato inédito em nossa história. Paramos a sucursal da empresa na cidade de Arapiraca, sem contar o esvaziamento de conteúdo provocado nos telejornais que foram ao ar de forma arranjada, sem o menor respeito ao telespectador. Reforçamos que a categoria está disposta a negociar para acabar com a greve o mais rápido possível. Entretanto, esperamos que as empresas formulem propostas que tenham o mínimo de respeito e valorização da atividade profissional de jornalismo. Redução salarial não é pauta, é humilhação.

A greve continua nesta quarta (26) com os profissionais vestidos de branco:

TV Pajuçara, em Maceió:

TV Gazeta de Alagoas, em Maceió:

TV Ponta Verde, em Maceió:

Vários sindicatos - ou todos eles - deputados estaduais e outros políticos, colegas assessores e a sociedade em geral, têm dado total apoio aos jornalistas.

A paralisação seguirá por tempo indeterminado e o fundo para viabilizar as ações precisa ser fortalecido. Você - que está sendo enganado pelas grandes emissoras - merece um conteúdo relevante e de qualidade, contribua:

 


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