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12/02/2018 23:45
Alagoas
Sentinelas das matas: Órgãos firmam pacto para defender primatas ameaçados em AL
No Estado, foram catalogadas quatro espécies de primatas
/ Foto: Reprodução
Gazetaweb

 O Brasil abriga a maior diversidade de primatas do planeta. Eles participam da cadeia alimentar, favorecem a diversidade biológica da comunidade por meio da dispersão de sementes, predação, controle sobre a flora e a fauna, ou mesmo como alimento para outros organismos. Também são sentinelas, ou seja, indicam que uma determinada doença está presente naquela região. Entendendo a importância destas espécies, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros órgãos parceiros se uniram em um pacto para preservação dos primatas, incluindo os que vivem em Alagoas.

No Estado, foram catalogadas quatro espécies de primatas: sagui (Callithrix jacchus), bugio (Alouatta belzebul), macaco-prego (Sapajus libidinosus) e macaco-prego-galego (Sapajus flavius). A proposta é defender estas e mais duas que estão ameaçadas de extinção.

Em geral, os primatas correm risco da perda de habitat (por desmatamento, agropecuária, agricultura, assentamentos rurais, adensamento populacional, rural, fragmentação e isolamento das populações), incêndios, caça e apanha e domesticação. Importante lembrar que molestar ou abater primatas é crime previsto em lei. Tirando o fato da beleza, do carisma, do canto, os primatas são extremamente bem-vistos pela espécie humana.

Porém, a morte de macacos têm se tornado cada vez mais frequente nos últimos tempos devido aos casos de febre amarela silvestre registrados em alguns estados do Brasil. Essa situação tem preocupado os órgãos ambientais responsáveis pela proteção e preservação da espécie e aumentado, e muito, o risco de extinção no país.

Aqui em Alagoas, cabe aos órgãos ambientais das esferas estadual e federal a árdua tarefa de proteger a espécie de todo e qualquer tipo de agressão e também o cuidado, reabilitação e a reinserção do animal à natureza. O que muita gente ainda desconhece é que a doença [febre amarela] não pode ser passada do animal diretamente para o ser humano.

Somente o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) registrou que 30 primatas morreram no ano de 2017 no estado. As causas dos óbitos são variadas. De acordo com o instituto, alguns animais morrem por viroses, infecções, de causas ainda desconhecidas, mas a principal incidência das mortes são por choque elétrico.

Já o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA/PM-AL), no ano de 2017 atendeu, em média, 35 ocorrências envolvendo primatas, sendo a maioria saguis.

Mas, os casos de macacos vítimas de agressão humana também têm crescido no Estado. Os dados oficiais ainda não foram contabilizados pelos órgãos. Dos animais levados a tratamento, apenas 60% conseguem ser recuperados e reinseridos no meio ambiente.

LEI - A pessoa que captura para criação em residências ou que mata qualquer animal silvestre da natureza comete crime ambiental. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais nº 9.605, de 1998, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente ou em desacordo com ela pode pegar pena de seis meses a um ano de detenção, e multa.

Essa multa vai depender da espécie que sofreu o crime. Se for espécie ameaçada, a multa é de R$ 5 mil por indivíduo, e se não for espécie ameaçada, a multa é de R$ 500 por indivíduo.

OS PERIGOS DAS CRIAÇÕES EM CATIVEIRO

Os primatas vêm sofrendo com a ação do homem há muito tempo. A invasão da área urbana tem sido uma das principais preocupações dos órgãos ambientais, pois a proximidade da espécie com os humanos favorece a transmissão de doenças que podem ser fatais para os macacos. O herpes vírus, que comumente atinge os seres humanos, também afeta os macacos, sendo que neles o efeito do vírus é fatal, pois infecta o sistema neurológico, causando prostração, perda de equilíbrio, apatia e, por fim, a morte. A bióloga explica que, se uma pessoa tem herpes labial e morde uma banana e dá para o sagui comer, ele será contaminado com o vírus, e entrará em óbito, por exemplo.

Da mesma forma, as espécies dos primatas também representam perigo para o homem. Qualquer animal silvestre pode transmitir doenças aos humanos, pois eles possuem hábitos e vivem em ambientes diferentes. "Eles podem transmitir bactérias através das fezes, e da raiva - através da saliva -, que pode ser fatal para ambos, além da transmissão de várias outras doenças", alerta a bióloga, acrescentando ainda os riscos para o humano quando mordido por um animal selvagem "por mais que o animal seja criado em casa desde pequeno, vai chegar uma hora que o instinto de animal selvagem dele vai aflorar e ele vai atacar o humano".

A captura dos animais para criação doméstica, principalmente o sagui, também tem crescido no Estado. A bióloga ressalta que os órgãos ambientais têm fiscalizado e agido com o objetivo de coibir esse tipo de captura, que é ilegal e considerada crime ambiental.

"O que se tem feito são ações para minimizar os impactos com a captura e a caça. Também estão sendo criados corredores ecológicos para viabilizar populações ou manter populações viáveis, estudos do comportamento e a distribuição destas espécies, bem como a criação de áreas de soltura para espécies de cativeiro".

A bióloga explica que esses animais criados em cativeiro correm o risco de perder o comportamento selvagem, dificultando, futuramente, o retorno dele à natureza.

"Se o animal passa muito tempo em cativeiro, se ele é retirado da natureza muito cedo, para quem reabilita os animais é mais difícil, porque a gente se depara com muita dificuldade na hora de reabilitar, porque demora mais, então esse animal tem que passar por outra metodologia de reabilitação, que gera mais custos, mais demora e às vezes eles nem conseguem mais retornar, porque eles ficam mansos, não conseguem se virar na natureza", alerta Ana Cecília.

FORÇA-TAREFA VISA DEFENDER OS PRIMATAS

O Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação dos Primatas no Nordeste vai iniciar o segundo ciclo de objetivos, em 2018, e terá cinco anos para cumprir. A intenção principal é manter seis espécies de primatas que estão ameaçadas de extinção. São elas: Alouatta ululata (guariba-do-Cerrado), Alouatta belzebul (guariba-de-mãos-ruivas), Callicebus barbarabrownae (guigó-da-Caatinga), Callicebus coimbrai (guigó-de-Coimbra), Sapajus flavius (macaco-prego-galego) e Sapajus xanthosternos (macaco-prego-de-peito-amarelo).

A área de abrangência do PAN compreende partes dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Entre as Unidades de Conservação (UCs) federais, consideradas prioritárias pelo plano, por terem o registro destas espécies em risco, três estão situadas em solo alagoano: Estação Ecológica de Murici, Monumento Natural do Rio São Francisco e a Reserva Extrativista Marinha do Jequiá.

A chefe da Resex do Jequiá, Diana de Alencar, explica que o segundo ciclo vai compreender a articulação de ações de preservação das espécies. Tudo vai ser desenvolvido com as instituições parceiras (Instituto do Meio Ambiente, Ibama, Instituto SOS Caatinga e o próprio ICMBio). O plano, segundo ela, está restrito a pequenos e escassos remanescentes florestais de Mata Atlântica e da Caatinga, que estão seriamente ameaçados. 

"São espécies em grande risco de extinção. Por isso, várias instituições firmaram um pacto para tentar reverter este quadro. A metodologia adotada foi unir colaboradores. Não se tem, em Alagoas, uma pessoa responsável e uma equipe fechada para tocar o plano, mas o pedido é para que haja o engajamento da sociedade como um todo", detalha.

Por meio de portaria e decreto, de 2011, foram criadas as articulações com diversos setores da sociedade em torno de criação de metas e atividades que pudessem diminuir a situação de ameaça das espécies. O Centro de Primatas, vinculado ao ICMBio, fica responsável por convidar as instituições no Nordeste e promover reuniões e oficinas. A partir disto, é eleito um grupo de técnicos (articuladores) que fica acompanhando as ações.

2º CICLO VAI INTENSIFICAR AÇÕES DE PRESERVAÇÃO

A partir de 2018, o segundo ciclo do plano começa para um período de cinco anos. A responsabilidade é de promover a educação ambiental e a articulação (envolvendo a sociedade, o poder público) para que temas relacionados aos primatas sejam discutidos no dia a dia. O PAN, nesta segunda etapa, aumentou a quantidade de espécies com prioridade de proteção. Agora são seis, ante cinco do ciclo anterior.

"Com isso, pretende-se garantir, com envolvimento da sociedade, manter e promover a viabilidade das populações das espécies identificadas de primatas em cinco anos. Além disso, manter e ampliar áreas florestadas dentro da distribuição das espécies alvo, priorizando as áreas importantes para sua conservação; promover a conectividade de habitats e de populações destas espécies; caracterizar a reduzir a caça e apanha; estabelecer manejo populacional em ciclo adequado; estimular ações de educação ambiental direcionadas a estas espécies de primatas para conservação", destaca Diana de Alencar.

O ICMBio, de acordo com ela, ficou responsável pela educação ambiental. O IMA/AL terá a incumbência de agir para reduzir a caça e apanha destas espécies. Todos devem elaborar relatório e, entre outras atividades, promover fiscalizações conjuntas sempre visando diminuir o risco de extinção e melhorar as condições destas espécies nos estados do Nordeste.

No primeiro ciclo, encerrado em 2017, o objetivo era garantir que, pelo menos, cinco populações viáveis para cada espécie alvo em diferentes ecossistemas, aumentando a área e a conectividade dos habitats, diminuindo os conflitos socioambientais. Ele foi composto por um objetivo geral, sete metas e 41 ações.

Como resultados, na fase inicial, o PAN conquistou financiamentos para a realização de pesquisas que subsidiam a conservação; a identificação de áreas prioritárias e de populações prioritárias das espécies alvo a serem conservadas; inclusão da conectividade; a produção de material informativo e científico para divulgação do plano; e maior articulação com órgãos de licenciamento de empreendimentos nos estados, a fim de combate à caça e apanha.

No primeiro ciclo, foram 48 colaboradores, de 20 instituições, que elaboraram os objetivos geral e específicos, além das ações a serem executadas.

"A CULPA NÃO É DO MACACO"

Os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são vítimas da doença, que é transmitida apenas pela picada do mosquito, tanto nas pessoas, como nos bichos. A culpa não é dele. Esta é a mensagem principal da campanha liderada pelo Governo Federal, em parceria com vários órgãos ambientais.

Desde que um novo surto apareceu no Brasil, cresceu o número de mortes de primatas pela ação do homem. Nos estados em que os casos da febre amarela se multiplicaram, as autoridades se mobilizaram para conscientizar a população de que os bichos não passam a doença para o ser humano. Mesmo assim, há quem pense o contrário e promova uma série de ataques aos animais.

No Rio de Janeiro, em menos de um mês, foi registrada a morte de 132 primatas, 60% deles assassinados pelo homem. Em Alagoas, no ano passado, quando explodiram os casos de febre amarela, houve uma invasão de primatas em Minador do Negrão, no Sertão. A população ficou eufórica e uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) fez uma audiência pública para saber o que estava acontecendo e promover os devidos esclarecimentos.

Os técnicos descobriram que, pelo menos, um morador havia capturado um macaco e o mantinha em cativeiro. Após expor os riscos que este morador corria em adotar esta medida, o bicho foi resgatado para o Ibama, onde é mantido aos cuidados do Cetas.

"A descoberta da equipe foi surpreendente. Há mais de seis anos a chuva era escassa na região e os primatas buscavam alimento e água nas moradias, assustando quem vivia em algumas comunidades", informou Marcos Araújo, diretor-presidente do Instituto SOS Caatinga, que mapeia todo o Sertão para manter, principalmente, as espécies com risco de extinção, como o macaco-prego-galego.

O ICMBio, por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), está engajado na estratégia em articulação com o Ministério da Saúde. O primeiro surto de febre amarela foi em 2008, no Brasil, e, desde então, as ações começaram a ser desenvolvidas para evitar extinção da espécie e tentar a desmistificação da transmissão da doença.

"Espalhamos material de divulgação para todas as secretarias e os órgãos ambientais se colocam à disposição do poder público e da sociedade para esclarecimentos necessários", informou Diana de Alencar.

MORTE DE MACACOS PODE GERAR DESASTRE AMBIENTAL

Os primatas são muito sensíveis ao vírus da febre amarela, principalmente as espécies dos bugios e saguis. As mortes de macacos devido à doença servem de alerta para os agentes públicos de saúde sobre a necessidade imediata de vacinar a população contra o vírus.

Por outro lado, os primatas não transmitem e nunca transmitirão o vírus da febre amarela, é o que garante a bióloga e veterinária Ana Cecília Pires. Assim como os humanos, os macacos são considerados hospedeiros do vírus. Tanto no homem quanto no macaco, a duração do vírus no corpo é pequena, pois, ou ele é destruído pelo sistema imune - quando se toma a vacina - ou causa danos graves à saúde, que levam à morte em poucos dias.

Em cidades onde há surto da doença, alguns animais de espécie estão sendo mortos, o que pode acabar causando um desastre ambiental de grau elevado. A situação é considerada mais grave nos estados de São Paulo e Minas Gerais, seguidos do Rio de Janeiro e Distrito Federal, onde há um maior registro de casos da doença. Em Alagoas, ainda não se tem registros da doença.

O perigo relacionado à morte desta espécie está na tentativa de extinguir esses animais do seu habitat: a natureza. Se muitos macacos começarem a morrer, aumentam as chances de contaminação nos seres humanos, e a partir do momento que não houver primatas para serem picados, os humanos se tornarão a principal fonte de sangue do mosquito transmissor.

"Os primatas estão sofrendo muito com agressões em outros estados e aqui em Alagoas também já chegaram animais no Cetas [Centro de Triagem de Animais Silvestres de Alagoas], no Ibama, com sintomas de agressão humana, justamente, por causa do medo das pessoas com os casos relacionados à febre amarela nos outros estados. "Não adianta agredir e nem matar os macacos, porque o mosquito está circulando e o grande problema, o grande vilão é o mosquito. Tem que se fazer programas de erradicação do mosquito e não matar os macacos", enfatizou Ana Cecília.

PRECAUÇÃO NO SERTÃO

Em relação à febre amarela, vai acontecer um bloqueio em Delmiro Gouveia por determinação do Ministério da Saúde. Em Paulo Afonso, ano passado, um primata morreu em decorrência da doença. Por estar na divisa com o município baiano, as autoridades de saúde resolveram vacinar os habitantes do município sertanejo para afastar o risco de infecção. Os habitantes de Água Branca também devem ser vacinados, em outra oportunidade, conforme prevê o SOS Caatinga.

O instituto propôs a criação de uma frente estadual de proteção aos animais ameaçados de extinção. Marcos Araújo disse que já conversou sobre esta intenção com a Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e aguarda os desdobramentos. Por enquanto, ele informa que palestras estão acontecendo para conscientizar e educar acerca da preservação dos primatas.

Graças a um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], que deve ser firmado com o Ministério Público, o SOS Caatinga espera ter um drone e algumas câmeras em infravermelho, que devem dar suporte técnico para mapear as áreas onde os primatas estão.

No primeiro fim de semana de fevereiro deste ano, a equipe viajou para Pão de Açúcar e Olho d'Água do Casado com a proposta de averiguar a informação de que havia um bando de macacos-prego-galego nas regiões dos cânions do São Francisco. No local, o grupo encontrou apenas vestígios da presença dos primatas, como fezes e pegadas, mas não os avistou.

Atualmente, o instituto conta com nove biólogos, dois veterinários e mais dois graduandos de veterinária.

SESAU INVESTIGA CAUSA DA MORTE DE PRIMATAS

No ano passado, especificamente sobre primatas, a Sesau investigou 52 casos de epizootias (doença que ocorre em uma população animal), que resultaram no envio de 40 amostras para diagnóstico no Instituto Evandro Chagas no Pará, responsável pela realização dos exames de febre amarela. Das amostras que foram enviadas, 20 foram descartadas para febre amarela, sete foram inconclusivas e 13 ainda estava em análise até a semana passada.

Isto só foi possível por causa do acolhimento de denúncias e monitoramento de rumores relativos a estas doenças. A gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da secretaria, Danielle Castanha, explica que as ações de vigilância de epizootia consistem na orientação à população sobre eventos que possam ser caracterizados como este problema, além da investigação dos casos que são levados ao conhecimento da Sesau, seja pela população em geral, seja pelas secretarias municipais.

"A atividade de vigilância de epizootias integra o rol das ações de vigilância e controle das zoonoses da Sesau e consiste no monitoramento de eventos que configurem suspeita de epizootias. O trabalho é desenvolvido por técnicos, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, e envolve diversas áreas, como agentes de endemias, biólogos, veterinários, entre outros profissionais", ressalta.

Danielle Castanha analisa que os primatas têm papel importante no meio ambiente e até para a saúde dos humanos. Eles atuam como sinalizadores para a ocorrência de algumas doenças, como é o caso da febre amarela, embora não transmitam-na para as pessoas.

"Mas, o adoecimento ou a morte deles servem de alerta para as autoridades de saúde sobre a possível circulação do vírus naquela região onde ocorreu a morte do animal. Isso, então, permite que sejam adotadas medidas de prevenção e controle a fim de se evitar que a doença chegue até as pessoas", esclarece.

A Sesau informou que, desde o início dos primeiros rumores sobre o surto que está ocorrendo no Brasil, está seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, tem orientado a população sobre a forma de transmissão da doença e as medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas, principalmente quando se trata de pessoas que tem a necessidade de se deslocar para as áreas onde tem ocorrido casos da doença.

Também está educando a população quando se depara com episódios de primatas mortos, ou ainda quando há a presença desses animais próximo às casas e áreas de circulação de pessoas, em ambiente urbano e periurbano. O trabalho está sendo feito, principalmente, mediante a divulgação de notas informativas, dirigidas às secretarias municipais, além da realização de reuniões com os técnicos locais, repassando as informações.

A orientação da secretaria é para, nos casos em que primatas são encontrados mortos, deve-se relatar a ocorrência às vigilâncias epidemiológicas municipais. A partir daí, os órgãos devem coletar informações adicionais e encaminhar essas informações à Sesau, que, posteriormente, procederá com a coleta de amostras do animal (caso seja possível a obtenção de amostras) para envio ao Instituto Evandro Chagas. Os municípios também estão com a responsabilidade de orientar os habitantes.

A Sesau também informou que está engajada numa campanha educativa para informar que os primatas são tão vítimas da febre amarela como os humanos e que, por isso, não devem ser agredidos ou mortos.


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