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12/07/2019 09:17
Brasil
Repórter investigativo conta que Suzane Von Richthofen seduziu promotor e médico na prisão
'Conversa Com Bial' recebeu Valmir Salaro e historiador Boris Fausto para falar de crimes que ganharam notoriedade no Brasil
Valmir Salaro conta que Suzane Von Richthofen seduziu promotor e médico na prisão / Foto: Reprodução/TV Globo

 O Conversa Com Bial dessa quinta-feira (11) recebeu o repórter investigativo Valmir Salaro e o historiador Boris Fausto para falar de crimes que ganharam notoriedade e causaram impacto, e até mesmo encanto, nos brasileiros. Galeria de Cristal, os dois Crimes da Mala, o Crime da Rua Cuba e casos mais recentes, como o Nardoni e Von Richthofen, foram lembrados no bate-papo com Pedro Bial.

O jornalista questionou o poder de sedução de Suzane Von Richthofen, condenada há 39 anos pela morte dos pais, que conquistou gente graúda durante a prisão.

“Conheço duas histórias: de um promotor de justiça e um médico. O promotor de justiça se apaixonou pela Suzane, no interior de São Paulo, e chegava a pedir para a diretora da cadeia tirar a Suzane da cela e levar para o gabinete que ele montou no Ministério Público como se fosse boate, com som, luz, lanche para ela”, lembrou Valmir. “Um médico, que trabalhava em presídio em São Paulo, foi denunciado por carcereiros, funcionários, dizendo que ele protegia muito a Suzane. Ele levava pastel para ela, levava ela na clínica dentro do presídio”, completou o repórter.

A memória do brasileiro

Boris Fausto foi o primeiro a entrar na conversa. O historiador comentou por que alguns crimes seguem sendo lembrados por anos.

“São as coisas que impressionam muito as pessoas, tem um impacto muito grande, passam às vezes de pai para filho, de mãe para filha. Mas há crimes também que desaparecem e a gente precisa desenterrar porque eles são muito interessantes.”

Porém, o pesquisador lamentou que uma “amnésia” tem acometido os brasileiros quando se trata da história e política.

“É essencialmente uma operação dirigida com o objetivo de ocultar fatos que são desagradáveis para grupos e pessoas do presente que se encontram no poder.”
Segundo Fausto, não há como lutar contra fatos.

“Por exemplo, instalou-se no Brasil uma ditadura em 1964. Uma ditadura civil-militar. Isso é um fato. Podemos discutir se era indispensável essa ditadura nas condições da época, se pelo contrário ela representou um grave momento na história brasileira, mas não podemos discutir o fato que uma ditadura é uma ditadura e um regime democrático é um regime democrático.”

O Brasil deu errado?

Boris analisou o governo de Jair Bolsonaro e afirmou que não está instalado um regime autoritário. Porém, o historiador mostrou que possui preocupações com o futuro do país.

“Não estamos em um regime autoritário, sem dúvidas, mas estamos em uma escalada complicada e perigosa.”
Para Boris, não há dúvidas que o Brasil deu errado: “Nós caímos em um abismo muito grande com a redução do PIB, do desenvolvimento, o aumento do desemprego e que essa situação não se resolve em 15 anos”.

Os grandes crimes brasileiros

Autor do livro “O Crime da Galeria De Cristal”, Boris afirmou que o caso é um de seus xodós, principalmente por a assassina, Albertina, ter se tornado uma espécie de heroína.

“Entre o que se chamava na época da desonra da moça e o assassinato do ofensor, transcorreram quatro anos. É um impulso que perdura por longos anos. Um belo dia, o prato já está frio, e ocorre a vingança, ela mata a sujeito. O segundo motivo é o fato de que o crime desperta uma controvérsia muito grande em São Paulo. É curioso que a maioria das pessoas, a imprensa particularmente, se inclina em favor da Albertina.”

Apesar de ter retratado o Crime da Mala de 1928 na obra, o historiador garantiu que não tem tanto interesse no caso.

“Os personagens são muito estereotipados, definidos como gente boa ou gente ruim. Enquanto se você pega a Galeria de Cristal ou o primeiro Crime da Mala, uma coisa que marca nos personagens é a ambiguidade.”

O repórter Valmir Salaro entrou no bate-papo comentando a experiência de cobrir grandes crimes, como o da Rua Cuba, e contou que fica muito envolvido emocionalmente com os casos.

“Eu gostaria de ter a frieza que tem um médico legista. Eu me emociono com as histórias. O final do ano para mim que teria que ser uma época agradável, que estou com a minha família, já não são há muito tempo, porque fico pensando naqueles casos que cobri e aquelas pessoas estão sem parentes.”

Salaro, inclusive, lembrou que chegou a receber ameaças da polícia por investigar os crimes: “Recebia música fúnebre no meu celular e outras situações.”

Fonte: GShow


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