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18/05/2017 21:43
Cidades
Famílias despejadas de conjunto residencial estão sem receber Aluguel Social
Despejados dizem que não sabem como vão pagar o aluguel das casas que alugaram após a reintegração de posse. Prefeitura diz que não há previsão para repassar o benefício.
/ Foto: Reprodução TV Gazeta

 As famílias que foram despejadas de um conjunto residencial em Rio Largo, em abril deste ano, ainda não começaram a receber o 'Aluguel Social' da prefeitura. Algumas delas dizem estar sem ter onde morar. Diante da situação, representantes da prefeitura municipal dizem que não sabem quando será liberado o benefício para os desabrigados.

Vinte dias após a desocupação das casas, uma placa na entrada do residencial indicava que a entrada é proibida. A construtora contratou alguns homens que estão fazendo a segurança do conjunto residencial que está em obra para que ninguém mais tente invadir o conjunto, que teve as casas depredadas após a desocupação.

No local que foi desocupado é possível observar alguns móveis e eletrodomésticos velhos. Assim como, casas com janelas quebradas e portas arrancadas.

O conjunto Edson Novais foi construído para abrigar famílias que perderam casas na enchente de 2010. Como houve atraso na entrega, mais de 300 famílias, inclusive pessoas que nem eram de Rio Largo, invadiram as casas e começaram a morar no local.

Até que no mês passado, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse que ocorreu de forma pacífica, mas deixou muita gente desalojada.

Ainda não há previsão de quando o conjunto vai ser entregue às famílias vítimas da enchente de 2010. A prefeitura está fazendo um cadastro para que as pessoas que saíram das casas recebam a ajuda do Aluguel Social. Algumas já arranjaram um lugar para ficar, mas a maioria está vivendo em situação de miséria.

“Não tenho condições de pagar, então tenho que fazer o cadastro para ver se eles [prefeitura] me ajudam. Se eu não arrumar o dinheiro, o dono da casa vai me colocar para fora e eu vou morar na rua”, relata o desempregado José Antônio dos Santos Filho.

O também desempregado, Geraldo José dos Santos, disse que fez o cadastro para receber o Aluguel Social da prefeitura, mas até hoje não teve resposta. Enquanto isso, está morando de favor na chácara onde o irmão trabalha.

“Estou dormindo em um barraquinho, onde só cabe a cama e o fogão. Estou morando de favor, enquanto o patrão do meu irmão aceita”, fala Geraldo.

Maria Cicera dos Santos Silva está morando de aluguel em uma vila com os dois filhos, mas até agora o dinheiro do Aluguel Social não saiu e ela não sabe como vai pagar. Ela está desempregada e passando por necessidade em casa. “É angustiante, porque não sei como vou manter a nossa alimentação, que está acabando e eu não tenho de onde tirar o dinheiro”, desabafa Maria Cicera.

Sem previsão

A secretária de Assistência Social de Rio Largo, Amanda Assunção, disse que o valor médio do Aluguel Social é de R$ 300 por família, e que o benefício deve ser pago por um período de seis meses, apenas para as famílias que são do município. Disse ainda que não há previsão de início do pagamento.

A construtora informou que está esperando a Caixa Econômica Federal (CEF) fazer uma vistoria nas casas para poder dizer o que vai ser feito.

Já a CEF informou que aguarda o relatório da construtora sobre os estragos, para então solicitar o dinheiro ao Ministério das Cidades e fazer os reparos e conclusão da obra.

Fonte: G1


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