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09/06/2018 16:45
Economia
Empresas ligadas ao turismo reativam contratações e geram mais de 2.400 empregos
O resultado interrompeu a sequência negativa de fevereiro e março (-3.032 no total).
/ Foto: Reprodução

 De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor do turismo encerrou abril com a abertura de 2.477 novos empregos. O resultado interrompeu a sequência negativa de fevereiro e março (-3.032 no total). Ao mesmo tempo, contribuiu para a formação do saldo positivo de 2.762 no 1º quadrimestre de 2018.

O número de abril expõe a mudança do desempenho das atividades do turismo no curto prazo, revertendo a tendência de destruição de vagas nos segmentos ligados ao setor. Além disso, refletem a recuperação do setor, ainda que gradual. Na passagem de março para abril, excetuando cultura e lazer (-72), todos os grupos das atividades do turismo revelaram crescimento, salientando as contratações em restaurantes e similares.

No corrente ano, as demissões líquidas nos segmentos de hotéis e similares, assim como nos serviços ligados à cultura e lazer, atividades ligadas às necessidades secundárias, refletem os ajustes das empresas diante do mercado consumidor desaquecido. Convém destacar que os sinais de recuperação da economia em relação à crise são mais evidentes. Da mesma maneira para os segmentos do turismo. Em 12 meses (abril18/abril17), a contratação de mão de obra no setor foi de 11.188, aproximadamente 4,0% do emprego gerado no País (283.118). Em abril do ano passado, apesar de o turismo ter gerado emprego (1.470), no fechamento do 1º quadrimestre o saldo foi negativo (8.426). A crise se apresenta de forma mais profunda quando se compara abril/17 com abril/16 e verifica-se que as demissões atingiram 64.478 pessoas no setor.

No mês de abril/18, o emprego no turismo registrou maior volume nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, enquanto no Sul a situação aconteceu o contrário. No 1º quadrimestre, essas regiões também foram as que mais geraram emprego. Na comparação entre abril/18 e abril/17, excetuando o Norte, as demais regiões registraram acréscimo do emprego.

Quantitativamente, o emprego em São Paulo sobressai diante do resto do País por apresentar o maior PIB e ser o estado mais populoso. Nessa última base de comparação, Piauí (4,3%), Goiás (3,2%), Maranhão (1,8%), Ceará (1,7%), São Paulo (1,7%) e Mato Grosso (1,5%) acumularam as maiores taxas de emprego. Os estados que ainda não conseguiram reverter o saldo negativo da movimentação de mão de obra localizam-se acima do Sudeste.

O emprego no turismo do Rio de Janeiro é um caso à parte. A situação da economia levou ao fechamento de 12.757 empregos (-3,1%), em virtude da pouca capacidade do governo de realizar investimentos e da onda de violência, que acaba por afastar o turista.

Em abril/18, o emprego no turismo brasileiro totalizava 2.926.568 pessoas. O setor organizava-se com preponderância nos segmentos de alimentação e hospedagem (65,2%) e nos diversos meios de transporte de passageiros (27,5%). Nos demais segmentos, a participação é bem menor, com 7,2% do total. Somente os dois primeiros grupos de atividades respondem por 92,7% da ocupação da mão de obra nos diversos segmentos turísticos. A concentração do emprego reflete o interesse das pessoas pelo consumo de viagens, hospedagem e alimentação fora do domicílio, principalmente.

Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as atividades turísticas vêm reduzindo perdas em 2018. Após cair 6,5% em dezembro do ano passado, a taxa da variação acumulada em 12 meses do volume de receita real das empresas do setor vem crescendo gradativamente. A tendência é de manutenção da trajetória, sem se determinar a partir de quando as taxas serão positivas.

O saldo da conta turismo do Balanço de Pagamentos no 1º quadrimestre deste ano registrou aumento do déficit (de US$ 2,18 Bi para US$ 2,49 Bi) por causa do aumento superlativo (41%) das despesas dos brasileiros lá fora (de US$ 2,97 Bi para US$ 4,04 Bi), enquanto as receitas dos gastos de turistas estrangeiros aumentaram somente 6,55% (de US$ 1,60 Bi para US$ 1, 71 Bi). A recente elevação cambial desvalorizando o real (pela cotação oficial o dólar subiu 10,95% de 25 de janeiro a 30 de abril) poderá resultar no redirecionamento de parte do dispêndio das famílias com viagens internacionais para viagens domésticas, incrementando o volume de vendas das atividades turísticas.

Conclusões e perspectivas

Em abril, os sinais de melhora da atividade econômica e dos setores relacionados ao turismo se evidenciaram pelo aumento do emprego no turismo, o que permite inferir ter havido relativo aumento das vendas, principalmente no turismo rodoviário e em restaurantes e similares. No geral, embora tímido, o crescimento do emprego refletiu a recuperação de alguns segmentos importantes.

Até pouco tempo atrás, as perspectivas de reativação da produção econômica eram favoráveis, face à intensificação do consumo nos serviços, graças ao crescimento do mercado de trabalho e à inflação baixa. Isso moldava um cenário de consumo mais intenso em relação às necessidades não essenciais.

A greve dos caminhoneiros e a escassez de combustíveis, ocorridas por 11 dias no mês de maio, podem modificar a tendência no curto prazo, na medida em que haverá pressões sobre a formação de novos preços, caso dos produtos alimentícios, por exemplo.

Para citar alguns prejuízos, as companhias aéreas foram severamente atingidas pela greve. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os prejuízos diários do setor chegaram a R$ 50 milhões, com mais de 270 voos sendo cancelados.

Além disso, as medidas de resolução da situação, tomadas pelo governo, afetarão o equilíbrio inicial da economia. Esses acontecimentos certamente interferirão nas decisões de gastos das famílias, deixando-as cautelosas com relação aos gastos com turismo.

 

Fonte: Fecomércio

 


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