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13/11/2017 20:45
Economia
Petrobrás reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 266 milhões no 3º trimestre
Nos nove primeiros meses do ano, a estatal acumulou lucro de R$ 5,031 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 17,334 bilhões de igual intervalo de 2016.
/ Foto: Reprodução

 A Petrobrás encerrou o 3º trimestre com lucro líquido de R$ 266 milhões, revertendo prejuízo de R$ 16,458 bilhões no mesmo período de 2016 e ante ganho de R$ 316 milhões nos três meses imediatamente anteriores, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

O lucro líquido no terceiro trimestre ficou 89,6% abaixo das expectativas de analistas. As projeções indicaram lucro líquido de R$ 2,561 bilhões, conforme a expectativa de analistas de sete bancos consultados pelo Estadão/Broadcast (Itaú BBA, Santander, Morgan Stanley, UBS, Goldman Sachs, JPMorgan e Credit Suisse).

Nos nove primeiros meses do ano, a estatal acumulou lucro de R$ 5,031 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 17,334 bilhões de igual intervalo de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 19,223 bilhões, baixa de 13,65% em relação ao mesmo intervalo de 2016 e aumento leve de 1% ante o segundo trimestre deste ano. O desempenho ficou 12% abaixo da média das estimativas dos analistas, que era de R$ 21,898 bilhões.

De janeiro a setembro, o Ebitda ficou praticamente estável, em R$ 63,571 bilhões, ante R$ 63,905 bilhões do mesmo período de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou em 27%, ante 29% nos três meses imediatamente anteriores e 32% no mesmo intervalo do ano passado.

A receita de vendas somou R$ 71,822 bilhões no período, o que significa um aumento de 1,96% na comparação anual e de 7% na trimestral. No caso da receita, o montante anunciado ficou 7,7% acima da média de R$ 66,685 bilhões esperada pelos analistas.

O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, avaliou nesta segunda-feira, 13, como positivo o resultado da empresa em nove meses, quando a empresa lucrou R$ 5 bilhões. Ao iniciar a coletiva de detalhamento do resultado financeiro, o presidente da estatal destacou avanços realizados no período. Entre eles, ressaltou as métricas de segurança, que foram atingidas. Mas destacou que essas métricas serão revistas com o lançamento do novo planejamento estratégico.

Ele ainda destacou o fluxo de caixa livre positivo por dez trimestres consecutivos, que chegou a R$ 37,45 bilhões em nove meses, 26% superior à marca de igual período do ano anterior.

Parente também ressaltou o aumento da produção no Brasil, de 2,7%. Incluindo a atividade em outros países, a produção média em nove meses foi de 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). As vendas de derivados no Brasil, de 1,95 milhão de bpd, caíram 6% em relação aos primeiros nove meses de 2016. A exportação de petróleo e derivados subiu 39% e a importação caiu 19%, na comparação acumulada no ano. O saldo líquido foi de 385 mil bpd.

Caixa

O resultado financeiro líquido da estatal ficou negativo em R$ 7,411 bilhões no trimestre encerrado em junho, ante uma cifra negativa em R$ 7,122 bilhões de igual trimestre de 2016 e despesas financeiras líquidas de R$ 8,835 bilhões no segundo trimestre de 2017. O impacto do impairment (baixa contábil) de ativos e de investimentos tiveram um efeito negativo de R$ 222 milhões no resultado do terceiro trimestre.

No período, a alavancagem líquida da companhia ficou em 51% e a dívida bruta totalizou R$ 359,412 bilhões. O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobrás, Ivan Monteiro, afirmou que a companhia tem caixa suficiente para ficar três anos sem captar recursos no mercado de capitais. A afirmação foi feita nesta segunda-feira, 13, durante coletiva de imprensa.

O fluxo de caixa livre subiu de R$ 29,8 bilhões nos nove primeiros meses de 2016 para R$ 37,5 bilhões no mesmo período deste ano. O executivo disse que a taxa média de financiamentos caiu de 6,2% no primeiro trimestre do ano para 5,9% no terceiro trimestre de 2017. O prazo médio da dívida saiu de 7,61 anos para 8,36 anos, e a alavancagem saiu de 54% para 51%.

O investimento total da Petrobrás foi de R$ 10,435 bilhões de julho a setembro, uma redução de 14,88% quando comparado aos aportes feitos um ano antes.

Distribuição

Ivan Monteiro destacou que a estatal teve aumento de margens de distribuição nos primeiros nove meses do ano, principalmente de gasolina e diesel. Ele informou que em relação ao mesmo período do ano anterior, a empresa teve também menores despesas de vendas, decorrente de uma provisão menor com recebíveis do setor elétrico e para processos judiciais.

O executivo afirmou ainda que a empresa já começa a colher benefícios com o pré-pagamento da dívida, com as amortizações superando as captações. A empresa informou que amortizou R$ 7,46 bilhões com o BNDES. De janeiro a setembro, a empresa captou R$ 72 bilhões contra amortizações de R$ 91 bilhões, informou.

Pré-sal

A diretora de Exploração e Produção da Petrobrás, Solange Guedes, destacou os avanços no pré-sal ao longo de 2017. A Produção operada avançou 32% para 1,58 milhão de boe/d de janeiro a setembro. Para isso, a empresa está acelerando a instalação de plataformas.

O custo de extração na região continua inferior a US$ 7 por barril, disse Solange, que ressaltou, sobretudo, o crescimento da produção de gás natural no pré-sal, de 9% em nove meses. A produção em nove meses foi de 626 mil boe/d. No terceiro trimestre, a produção de gás em áreas operadas no Brasil atingiu o recorde mensal de 107 milhões de m3/d e o índice de utilização do gás foi também o maior já registrado de 97%.

No pré-sal, a diretora ainda ressaltou o "excelente resultado em poço exploratório no campo de Marlim", na Bacia de Campos. Ela informa ainda que o óleo é de boa qualidade e que a existência de infraestrutura existente torna os projetos ainda mais competitivos. "Pré-sal da Bacia de Campos tem o melhor resultado que obtivemos até agora", afirmou a diretora.

Produção

A Petrobrás produziu um total de 2,749 milhões de barris por dia de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 4,18% em relação a igual intervalo do ano anterior, quando a produção foi de 2,869 milhões de barris por dia. Na comparação os três meses imediatamente anteriores, de 2,776 milhões de barris ao dia, houve recuo de 1%.

A produção média de petróleo da companhia no Brasil, de julho a setembro, foi de 2,197 milhão de barris por dia (bpd), abaixo do registrado em igual intervalo de 2016 (2,297 milhões de barris ao dia) e também inferior na comparação com o segundo trimestre deste ano (2,225 milhões de barris por dia).

Judicial

A companhia teve perdas de R$ 3,356 bilhões com itens especiais no terceiro trimestre deste ano. O número é bem inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de R$ 20,215 bilhões, mas mais do que o dobro da perda verificada no segundo trimestre deste ano, de R$ 1,531 bilhão.

A maior perda veio de contingências judiciais, onde a companhia gastou R$ 1,061 bilhão, ante ganho de R$ 741 milhões no segundo trimestre e perda de R$ 2,202 bilhões no mesmo período de 2016. O segundo maior peso negativo veio do item "programas de regularização de débitos federais", onde a estatal perdeu R$ 1,030 bilhão, ante R$ 3,972 bilhões no segundo trimestre e sem que houvesse registro similar em igual etapa de 2016.

Os impairments de ativos e de investimentos custaram R$ 222 milhões à Petrobrás no terceiro trimestre, ante um gasto de R$ 140 milhões no segundo trimestre e uma perda de R$ 15,709 bilhões em igual intervalo de 2016.

As perdas com recebíveis do setor elétrico atingiram R$ 235 milhões de julho a setembro, ante R$ 181 milhões de abril a junho e R$ 269 milhões no terceiro trimestre de 2016.

Além disso, o resultado com alienação e baixa de ativos foi negativo em R$ 751 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante ganho de R$ 6,816 bilhões no trimestre imediatamente anterior e um valor positivo de R$ 673 milhões de julho a setembro de 2016.

Por outro lado, a empresa ganhou R$ 87 milhões com o plano de incentivo ao desligamento voluntário (PIDV), ante resultado positivo de R$ 394 milhões no segundo trimestre e negativo de R$ 2,472 bilhões no terceiro trimestre de 2016.

Os maiores efeitos negativos dos nove primeiros meses deste ano vieram de programas de regularização de débitos federais no IR/CSLL, num total de R$ 4,416 bilhões, e de programas de regularização de débitos federais diversos, totalizando R$ 5,002 bilhões.

Por outro lado, de janeiro a setembro, o ganho com alienação de ativos é de R$ 6,007 bilhões, ante apenas R$ 671 milhões no mesmo período de 2016. Assim, o impacto negativo de itens especiais no ano atingiu R$ 5,363 bilhões, ante R$ 24,693 bilhões de janeiro a setembro de 2016.

Fonte: Estadão Conteúdo

 


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