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22/08/2019 14:51
Justiça
Juizado da Mulher promove ação do Agosto Lilás em bairro de Arapiraca
Presidente Tutmés Airan destacou a importância de conscientizar a sociedade sobre a importância de combater a violência contra a mulher
/ Foto: Assessoria TJ/AL
Redação com Assessoria

Cerca de 800 famílias que residem na Comunidade Mangabeiras, no Município de Arapiraca, receberam, nesta quarta-feira (21), uma ação de conscientização do Agosto Lilás promovida pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Além da palestra sobre a Lei Maria da Penha, ministrada pelo juiz Alexandre Machado, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Tutmés Airan, também falou sobre a importância do combate a violência doméstica.

Segundo o presidente Tutmés Airan, o objetivo é estar presente na vida de centenas de pessoas que precisam do Poder Público. Para o desembargador todo engajamento é necessário para mudar a mentalidade da sociedade sobre o tema.

“É uma violência insidiosa, mais infeliz do que todos os outros tipos de violência porque é praticada num espaço onde deveria ter amor. É uma violência silenciosa, num espaço privado, onde o homem, por conta de superioridade física submete a sua companheira a esse tipo de vexame e humilhação. Então nós temos que intervir fortemente ainda que sancionando para que os homens que agem assim saibam que não podem, porque se agirem assim serão sancionados. A ideia no fim da história não é sancionar por sancionar, é fazer com que os homens, se não aprendem pelo conhecimento, aprendam pelo sofrimento”, disse o presidente.

O magistrado Alexandre Machado, que é titular do Juizado da Mulher de Arapiraca, explicou que a iniciativa faz parte da programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa que tem audiências e palestras em escolas e comunidades com maior índice de violência, a fim de aproximar o Judiciário da população.

“A gente percebe que a mulher vítima de violência doméstica e familiar tem dificuldade de acessar a rede de proteção, então nossa iniciativa é trazer para cá e apresentar essa rede de proteção, falar sobre os tipos de violência doméstica e familiar e conscientizar não só a mulher, mas também toda a sociedade, trazendo seu papel no enfrentamento contra essa violência”, disse o juiz.

Catadora fugiu depois de ser vítima de violência doméstica

Elisabeth Ramos, catadora de material reciclado, contou que se mudou para Arapiraca após fugir de Palmeira dos Índios porque foi vítima de violência doméstica. A mulher parabenizou a iniciativa do Poder Judiciário e aconselhou outras vítimas a procurarem a rede de apoio.

“A justiça está do lado de todas nós. Eu já fui uma vítima, mas há muito tempo que estou separada, tenho quatro netos, filhos maravilhosos e vivo muito bem, graças a Deus. Eu digo que abram a boca, que gritem, coloquem para fora, não tenham medo porque quanto mais você tem medo, mais você fica acuada. E aquilo por dentro é muito ruim, a gente se sente sem condição nenhuma. Você gritando, hoje em dia tem bastante ajuda é muito melhor”, disse Elisabeth.

A ação, realizada na Creche Escola Sebastião Bezerra Guimarães, contou com a parceria das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, que promoveram aferição de pressão arterial, teste de HIV, vacinação e informações sobre o Bolsa Família, e do Cesmac do Agreste, que prestou orientação a comunidade por meio de seu Núcleo de Práticas Jurídicas. Ainda foram disponibilizadas atividades recreativas para as crianças.


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