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13/03/2018 18:00
Justiça
Mulher acusada de matar os dois filhos em ritual macabro vai a júri nesta quinta
Arlene Régis dos Santos cometeu o crime para se vingar do marido, que a deixou. Na época do crime, a mãe disse que estava "possuída por uma entidade".
/ Foto: Reprodução

A 8ª Vara Criminal de Maceió leva a júri popular, na quinta-feira (15), a ré Arlene Régis dos Santos, acusada de matar os filhos durante um ritual macabro, em 2009.

O Ministério Público afirma que a ré cometeu o crime para se vingar do marido, que a deixou. Foi encontrada uma carta escrita por Arlene para o marido, em que ela confessa os homicídios e indica a motivação.

Um laudo psiquiátrico constatou que Arlene é portadora de transtorno emocional instável de personalidade, subtipo Borderline. A defesa alegou que a ré seria inimputável, mas o juiz do processo em 2013, Maurício Brêda, considerou que a enfermidade não significa que a mulher não tem capacidade de entender o caráter criminoso do fato.

Arlene encontra-se atualmente internada provisoriamente em um centro psiquiátrico.

Abelardo Nobre Neto, de 11 anos, e Anthony Pedro Nobre, de 7, foram dopados e assassinados enquanto dormiam

Relembre o caso

Arlene Régis dos Santos foi presa no dia 29 de setembro de 2009, acusada de assassinar dois dos seus três filhos, em Maceió. Segundo a polícia, Arlene teria estrangulado o filho de 7 anos e matado a facadas o de 11 anos, após um "ritual macabro". Na época do crime, a mãe disse que estava "possuída por uma entidade quando matou os filhos".

Ela foi presa pela polícia ainda na cena do crime, após uma denúncia feita pelos vizinhos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram tudo revirado, velas acesas ao lado de fotos das crianças, e Arlene ao lado da cama onde asfixiou e esfaqueou os filhos. O terceiro filho, de 14 anos, também seria assassinado, mas conseguiu fugir.

Para o delegado, a mulher contou que essa tal "entidade que a possuía" queria vingar-se dela, porque ela tinha deixado o candomblé e passou a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus. "Ela preparou todo um ritual macabro e disse que dançava, na frente das velas e das fotos dos filhos, que seriam sacrificados a pedido dessa tal 'entidade'", contou o delegado.

Depois desse ritual, Arlene teria ido ao quarto onde os filhos dormiam e usado um pano para asfixiar o menino mais novo, que morreu sem esboçar reação. Já o garoto de 11 anos teria tentado se desvencilhar da mãe durante a asfixia e foi esfaqueado várias vezes, no peito e no pescoço. O filho mais velho ainda chegou a ser ferido de raspão, mas conseguiu fugir e buscar ajuda dos vizinhos.

O crime revoltou familiares, amigos e vizinhos, que ficaram chocados com a tragédia. O pai das crianças, Abelardo Pedro Nobre Júnior, era proprietário de um cursinho preparatório para vestibular e concursos, e também já foi candidato a deputado estadual em Alagoas.

O avô das crianças disse à imprensa que Arlene sempre foi uma pessoa instável e que estaria envolvida com candomblé. Ainda segundo o sogro, o relacionamento do casal era tumultuado e marcado pelos rompantes da mulher.

 


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