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07/07/2018 20:20
Mundo
Coreia do Norte diz que desnuclearização pode fracassar
Por outro lado, secretário americano Mike Pompeo, que passou dois dias no país, considerou as negociações 'muito produtivas'
/ Foto: Reprodução

 Os Estados Unidos e Coreia do Norte expressaram visões contrárias sobre o fim do programa nuclear de Pyongyang após dois dias de negociações entre os dois países, que contaram com a presença do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.

Para Pompeo, as conversas foram “muito produtivas”, mas os norte-coreanos afirmaram que decisão “firme” de desistir de seus programas nucleares pode fracassar por causa da exigência de desnuclearização unilateral feita pelos americanos.

A agência de notícias oficial da Coreia do Norte, a KCNA, classificou o resultado da conversa com a delegação americana como “extremamente preocupante”, acusando-a de insistir na desnuclearização completa, verificável e irreversível. O objetivo inicial da reunião para os americanos era estabelecer uma agenda detalhada para esse processo.

O “caminho mais rápido” para alcançar uma península coreana livre de armas nucleares seria por meio de uma abordagem gradual em que ambos os lados tomassem medidas ao mesmo tempo, disse a KCNA, em um comunicado citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

“A atitude americana e as posições tomadas durante as discussões de alto nível na sexta-feira e sábado foram extremamente lamentáveis”, declarou o ministério das Relações Exteriores norte-coreano, em comunicado citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Apesar de considerar as negociações muito produtivas, Mike Pompeo revelou, antes de embarcar para Tóquio, poucos detalhes novos sobre como o país poderia cumprir com seus compromissos em troca de garantias de segurança dos Estados Unidos.

“Estes são assuntos complicados, mas progredimos em quase todos os assuntos centrais. Em alguns temas progredimos muito, em outros ainda há mais trabalho por fazer”, disse Pompeo.

Em termos práticos, Pompeo indicou apenas que autoridades dois dois países vão se reunir em 12 de julho em um grupo de trabalho para discutir a repatriação dos restos mortais de alguns soldados americanos mortos durante a Guerra da Coreia (1950-1953), segundo a France Presse.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos se reuniu neste sábado com general Kim Yong-chol, figura de peso da inteligência norte-coreana, mas não há informações se ele se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, como ocorreu em suas duas visitas prévias a Pyongyang.

Compromisso com fim das armas nucleares

Em junho, em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Kim Jong-un se comprometeu com o desmonte do seu programa nuclear. Porém, o documento final não estabeleceu metas ou detalhes de como o compromisso seria colocado em prática.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra o documento que ele e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, assinaram durante encontro histórico em Singapura (Foto: Jonathan Ernst / Reuters)

O engajamento com o fim da produção de armas nucleares e a desnuclearização completa da península coreana era uma condição imposta pelos EUA para a realização da histórica cúpula, que aconteceu em Singapura.

O compromisso com o desmonte do programa nuclear já constava na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril.

Washington espera que o processo de desnuclearização comece este ano. Mas vários analistas e críticos do presidente Trump consideram que a promessa do dirigente norte-coreano não é confiável e que o processo, se começar, poderá demorar anos, de acordo com a France Presse.

Tour na Ásia

Esta visita de Pompeo era considerada um primeiro teste para medir o grau de compromisso do regime com seu desarmamento, de acordo com a Efe.

No domingo (8), Pompeo se reunirá em Tóquio com seus colegas japonês e sul-coreano, Taro Kono e Kang Kyung-wha, respectivamente, para analisar os resultados desta viagem.

Nesta primeira visita de Pompeo ao Japão desde que assumiu o cargo no começo do ano, o chefe da diplomacia americana também se reunirá com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Fonte: Reuters e G1



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