OUÇA AO VIVO A 96FM
(82) 9-9672-7222 Whatsapp Diário Arapiraca
Dólar hoje R$ 3,783 Arapiraca, 20ºC Parcialmente nublado

Notícias

13/06/2018 08:05
Mundo
Kim aceita convite de Trump para visitar os Estados Unidos
Regime norte-coreano contradiz presidente e diz que ele concordou em retirar sanções; agência estatal diz que americano fará viagem a Pyongyang
/ Foto: Reprodução
O Globo

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, aceitou o convite do presidente americano, Donald Trump, para fazer uma visita oficial aos Estados Unidos, segundo a agência de notícias estatal norte-coreana. Além disso, o ditador também convidou o chefe da Casa Branca para uma viagem a Pyongyang e, de acordo com o regime, ele também aceitou o convite. O estabelecimento de laços diplomáticos entre os dois lados vêm após a cúpula histórica de terça-feira (noite de segunda-feira no Brasil), na qual pela primeira vez um presidente americano e um líder norte-coreano se encontraram frente a frente.

Além disso, a agência estatal afirmou que Trump concordara durante o encontro em levantar as sanções contra a Coreia do Norte, mas não citou datas ou prazos para a suposta promessa do presidente americano. Em coletiva ontem, Trump disse que as sanções contra o país permaneceriam enquanto não houvesse avanços em termos de direitos humanos. A Casa Branca não comentou a declaração do regime norte-coreano por enquanto.

Também não há informações sobre uma possível data ou local para novos encontros entre Trump e Kim. O presidente americano não comentou publicamente sobre o convite para uma visita a Pyongyang.

"Kim Jong-un convidou Trump para visitar Pyongyang em um momento oportuno, e Trump convidou Kim Jong-un a viajar aos Estados Unidos", anunciou a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA). "Os dois líderes aceitaram com muito gosto os respectivos convites, com a convicção de que será outra ocasião importante para melhorar as relações."

Através da KCNA, Kim disse também que a reunião representou um giro radical nas relações entre Washington e Pyongyang. Ele relatou ainda ter classificado de urgente a interrupção de "ações militares hostis e irritantes entre si" durante a reunião com Trump e outras autoridades americanas. Além disso, teria dito no encontro realizado em Cingapura que a Coreia do Norte e os Estados Unidos devem se comprometer a evitar antagonismos e adotar medidas legais e institucionais para garantir isso.

"Kim Jong-un disse que, a fim de alcançar a paz e a estabilidade da Península Coreana e realizar sua desnuclearização, os dois países devem se comprometer a evitar antagonismos, dando lugar ao entendimento mútuo", afirmou a agência.

O relato da agência ainda acrescentou que Trump "entendeu" e prometeu suspender os exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul enquanto as conversas com a Coreia do Norte prosseguissem. De fato, Trump anunciou o fim das manobras após a reunião, que são um importante nó na relação com o regime norte-coreano.

"Me dei muito bem com Kim Jong-un, que quer ver coisas maravilhosas para o seu país. Como eu disse mais cedo hoje: qualquer um pode fazer guerra, mas apenas os mais corajosos podem fazer a paz!", escreveu Trump após o encontro em Cingapura.

Os dois líderes caminham lado a lado. Na primeira parte do encontro, eles se reúnem sozinhos por menos de uma hora. Depois, assessores se juntarão às negociações.


Link da página:

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.

Mundo