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Geral / Fernando Murta

Quem é Fernando Murta? É radialista e jornalista, com experiência em jornal, TV, rádio, internet, assessoria de comunicação e campanha política. Ganhador do Troféu Bola de Ouro, do Prêmio Microfone de Ouro e do Prêmio Salgema de Jornalismo.
13/03/2017 13:47:21
Uma determinação que divide
Determinação causou desconforto entre os praças / Foto:

Uma determinação do Tenente-Coronel, Moura, Comandante do 4º BPM, causa estranheza pela segregação entre oficiais e "demais militares". Divide os policiais entre dois grupos, onde um tem "privilégios" e o outro que seja obrigado a ficar com a pior parte.

O "cumpra-se" foi decretado no último dia 10 e diz que os oficiais "deverão estacionar na parte coberta", enquanto que "os demais militares deverão estacionar no espaço compreendido entre o auditório e a retaguarda do Batalhão". Dói na alma ler o que foi publicado, visto que a ideia remonta aos tempos de quando, nas corporações, as pessoas eram divididas em castas, onde privilegiados tudo podiam e os pobres mortais tinham que se contentar com as migalhas, fato que gerou e tem gerado um clima organizacional nada favorável ao local onde os seres-humanos passam a maior parte de suas vidas.

Ao tempo em que estranho, entendo a posição do Comandante do Batalhão, visto que é relatada na literatura. O assunto foi tratado pelo sóciólogo estadunidense, Robert King Merton, que descreveu muito bem as disfunções da burocracia. Entre elas encontramos a "Exibição de sinais de autoridade", que se verificam nos diferentes tipos de uniformes, diferentes tamanhos de mesas e poltronas, localização da sala, do banheiro, do estacionamento, do refeitório etc, portanto, a decisão do Comandante do 4º BPM já foi estudada e mapeada. Cabe a nós, seres da modernidade, viventes do Século XXI, acabarmos com estes inaceitáveis "sinais de autoridade", que servem apenas para dividir e separar pessoas que estarão novamente juntas no túmulo.

E não pensem que o apartheid do estacionamento é exclusivo da Polícia, porque não é. Não precisaremos procurar muito e encontraremos em empresas da vida civil mazelas idênticas a relatada neste post, o que ao meu ver é ainda mais danoso, visto que no mundo paisano as divisões chegam a acontecer, até, entre colegas do mesmo nível hierárquico. Fico imaginando Jesus, o Cristo, chegando com uma lambreta velha para estacionar e o deus da empresa dizendo: "Ah! Vá estacionar sua mer.. bem longe daqui". Somente o atraso espiritual dos viventes no planeta pode explicar barbaridades como esta. Ufa!


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Fernando Murta