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Editorias

20/09/2019 11:42
Arapiraca
Ubers se defendem de campanha divulgada por site de Arapiraca
Site disse que era da OAB Nacional, mas a assessoria negou; “A campanha é desnecessária, desprovida da verdade e desrespeitosa”, afirmou um motorista
Da esquerda para a direita: Joseílton Lima, Leivan Nascimento, João Pedro de Almeida, Alexsandro Brito e Claúdio Lima / Foto: Laís Pita
Laís Pita

Nesta semana uma publicação no Instagram, de um site de Arapiraca, chamou a atenção dos Ubers que trabalham na capital do Agreste. Incomodados, eles entraram em contato com a Rádio 96 FM Arapiraca e com o Diário.

Joseílton Lima, Leivan Nascimento, Alexsandro Brito, Claúdio Lima e João Pedro de Almeida, são cinco dos quase 300 motoristas cadastrados no aplicativo e que prestam o serviço em Arapiraca.

De acordo com a campanha, voltada para meninas e mulheres, é para a passageira se sentar atrás do banco do motorista onde ele não tenha a visão de você, colocar o celular para despertar de 3 em 3 minutos, não beber água e não aceitar bombom, entre outros alertas.

Porém, tais orientações, na verdade, causam pânico, não só nos clientes como nos motoristas de aplicativos. Eles alegam que quem não tem segurança nessa relação é o motorista, os números podem comprovar: três a quatro assassinatos por mês em Alagoas e dez a doze no Brasil.

Em São Paulo, três motoristas – uma mulher e dois homens - de aplicativos foram mortos em menos de uma semana, entre os dias 15 e 18 de setembro deste ano.

“Para ser motorista da Uber, por exemplo, há uma série de exigências. Não pode ter antecedentes criminais, se eu bater com o meu carro fico suspenso, se eu for pego dirigindo embriagado sou expulso da plataforma", explicou um dos que esteve no Diário nesta sexta-feira (20).

Já no que se refere a quem solicita a corrida, as informações são mínimas. Nem o nome verdadeiro é necessário colocar, disseram os motoristas.

“Recentemente eu peguei uma pessoa pelo 99 que o nome era passageiro, eu não sabia o que me esperava no ponto de embarque”, falou João Paulo, motorista desde janeiro de 2019.

O mais antigo deles, Leivan Nascimento, que é cadastrado desde quando a plataforma Uber chegou em Arapiraca, há quase dois anos, afirmou que a tal campanha é “desnecessária, desprovida da verdade e desrespeitosa”.

“A vulnerabilidade é total do motorista”, completou.

Procurado pelo Lima, um dos motoristas que conversou com o Diário, o site que publicou a campanha disse que era da OAB Nacional. Em contato com o Diário, a assessoria da OAB negou, mas disse que outros órgãos compartilham, inclusive a Polícia Militar.


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