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21/11/2019 09:00
Esporte
Confusão e torcedores pisoteados marcam embarque do Fla para Lima
Toda vez é a mesma coisa nessas ocasiões: conflitos e gente ferida. As viagens são anunciadas com antecedência. Impossível montar um esquema eficiente?
Torcida do Fla tomou os arredores do Aeroporto Internacional do Galeão / Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 20.11.2019

 Os brasileiros testemunharam uma vez mais, nessa quarta-feira (20), uma confusão que poderia ter consequências graves, no embarque de uma equipe de futebol para uma partida importante fora do País.

Na chegada do ônibus do Flamengo ao Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional do Galeão, no bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, para o embarque rumo a Lima, no Peru, onde o rubro-negro disputará a final da Libertadores, às 17h do sábado (23), uma das grades de proteção cedeu à pressão de torcedores. Alguns foram pisoteados, houve desentendimento com a Polícia Militar e policiais chegaram a sacar armas.

De acordo com a PM, uma parte dos rubro-negros tentou entrar na área interna do aeroporto. Policiais usaram spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar os torcedores que pressionavam a grade. Outros socorreram alguns presentes para que não se ferissem.

Torcedores reclamaram da utilização do spray de pimenta e do gás. Alguns deles, que revidaram jogando pedras e garrafas de cerveja na tropa, foram condenados pela maioria dos presentes, que gritava para que deixassem de lançar objetos na polícia.

Toda vez que algum time sai do Brasil para decidir algo é a mesma coisa. Só para lembrar dos casos mais recentes, cenas parecidas foram registradas nos embarques de Palmeiras e Corinthians, em São Paulo, e do Internacional de Porto Alegre, para a disputa do Mundial de Clubes.

O mais impressionante é que esses deslocamentos até o aeroporto são definidos, anunciados e discutidos publicamente com vários dias de antecedência.

Mesmo assim, não se consegue um esquema capaz de manter os ônibus dessas equipes separados do público em trajetos relativamente pequenos.

No caso do Flamengo, no Rio, há a agravante de que o trecho próximo ao Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, ser marcado por forte presença militar.

Há alguma explicação aceitável para o fato de não terem montado uma estrutura eficiente de isolamento e patrulha para o ônibus do Flamengo, sobretudo nos arredores do aeroporto?

Se as polícias não conseguem dar conta sozinhas da questão, não seria razoável solicitar ajuda militar ao menos para a entrada no Galeão?

Que mais essa experiência negativa sirva de exemplo para o retorno do Flamengo, no domingo (24).

Ganhando ou perdendo (e vai a torcida para que vença), o risco de aglomeração será grande.

Que mais essa bola cantada não se transforme em cenas abomináveis pela falta de boa avaliação e cuidado na hora de planejar e executar o óbvio, como se faz em situações semelhantes no mundo organizado.

Fonte: R7


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