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11/12/2019 15:35
Polícia
Mãe de bebê morto vítima das agressões do próprio pai em Arapiraca presta depoimento
Em depoimento, a mulher disse que o esposo tem o comportamento agressivo e confirmou que ele agrediu o próprio filho outras vezes
Delegado Fernando Lustosa, titular do 52º Distrito Policial de Arapiraca / Foto: Mitchel Torquato
Flaviana Costa, com Mitchel Torquato

A mãe do bebê de um ano e um mês que morreu vítima das agressões do próprio pai, na semana passada, em Arapiraca, já prestou depoimento, segundo informou o delegado Fernando Lustosa, titular do 52º Distrito Policial de Arapiraca, que está à frente do inquérito.

Em depoimento, a mulher disse que o marido, José Fábio de Lima, de 25 anos, que está preso desde o dia da agressão, tinha explosões esporádicas de agressividade, cujo alvo era seu filho. Segundo o delegado Fernando Lustosa, a mulher relatou que tinha tentado se separar do companheiro, por não suportar tanta violência, no entanto, ele não aceitava a separação.

A mulher também disse, em depoimento, que certa vez o seu companheiro tapou a boca da criança para que ela parasse de chorar. Após isso, ela teria se separado do esposo por um período de quatro meses, mas ele nunca aceitou o término, por isso, retornaram o relacionamento, segundo contou o delegado Lustosa. A mulher confirmou que o casal estava passando por uma crise financeira e, por isso, o marido perdeu a razão quando seu filho começou a chorar.

A mãe do bebê também disse que José Fábio vivia de trabalhos temporários “bicos” e não conseguia sustentar a casa. Ela era responsável pela feira e aluguel da residência onde moravam, segundo repassou Lustosa.

O delegado destacou que o depoimento da mãe da vítima já foi anexado ao inquérito policial e encaminhado à Justiça, onde o Ministério Público Estadual (MPE/AL) deve analisar todas as provas, sendo denunciado José Fábio de Lima por homicídio duplamente qualificado, o que deve acontecer até esta sexta-feira (13).

O delegado Fernando Lustosa ainda ressaltou que existe a possibilidade de ser instaurado um procedimento à parte para averiguar se havia maus-tratos e omissão por parte da família da criança.

 


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