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13/08/2020 09:21
Política
Doria diz que não está tomando cloroquina: "Sigo os médicos, não Bolsonaro"
Governador de São Paulo foi diagnosticado com Covid-19
Governador de São Paulo / Foto: Nelson Almeida/AFP

 O governador de São Paulo, João Doria, voltou a criticar a postura presidente Jair Bolsonaro em relação à condução da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 no país. Após anunciar diagnóstico positivo para a doença, o chefe do executivo estadual afirmou que não está tomando Cloroquina, medicamento indicado por Bolsonaro, em seu tratamento.

Questionado se estaria fazendo uso do remédio, o governador respondeu: "De jeito nenhum. Só tomo aquilo que os médicos recomendaram, não o que o Bolsonaro me recomenda. E os médicos não me recomendaram", disse Doria.

A cloroquina e a hidroxicloroquina, medicamentos utilizados em pacientes com malária ou doenças autoimunes, não têm eficácia comprovada pelas autoridades sanitárias no tratamento de pessoas diagnosticadas com Covid-19. As substâncias chegaram a ser desaconselhadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) àqueles que testaram positivo para o novo coronavírus.

Bolsonaro é um entusiasta dos medicamentos. Após ser diagnosticado com Covid-19, o presidente da República chegou a realizar transmissões ao vivo ingerindo um comprimido de hidroxicloroquina. "Deixo bem claro para vocês, é um testemunho meu: eu tomei e deu muito certo, estou muito bem", disse o presidente durante a live no dia 9 de julho em suas redes sociais.

Dois ministros da Saúde deixaram o cargo, em plena pandemia, por discordarem do posicionamento do presidente em relação ao protocolo dos remédios no tratamento da Covid-19, além de divergirem sobre as medidas de isolamento social para contenção da pandemia no país: o ortopedista Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril, após 16 meses à frente da pasta. E o cardiologista Nelson Teich, seu sucessor, que comandou o ministério por apenas 28 dias, pedindo demissão nem maio.

Fonte: Diário de Pernambuco


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