04/07/2019 11:01:03
Geral
Por que as pessoas cometem fraudes
O Triângulo de Fraude consiste em três componentes que, juntos, levam a um comportamento fraudulento: pressão, oportunidade e racionalização
ReproduçãoTeoria de Donald Cressey

 Existe uma teoria que explica em três etapas por que uma pessoa comete fraudes. Esse triângulo foi projetado por Donald Cressey, em 1953 - "Pessoas de confiança tornam-se violadoras de confiança quando se concebem como tendo um problema financeiro que não é compartilhável e estão cientes de que esse problema pode ser secretamente resolvido. São capazes de aplicar a sua própria conduta nessa situação, com verbalizações que lhes permitem ajustar suas concepções de si mesmas como pessoas de confiança e como usuárias dos bens de outras pessoas."

O Triângulo de Fraude consiste em três componentes que, juntos, levam a um comportamento fraudulento:

Pressão

A primeira fase do triângulo representa a pressão. Isso é o que motiva o crime em primeiro lugar. O indivíduo tem algum problema financeiro que é incapaz de resolver através de meios legítimos, então ele começa a considerar a possibilidade de cometer um ato ilegal, como roubar dinheiro ou falsificar uma aplicação financeira, como uma maneira de resolver seu problema. O problema financeiro pode ser pessoal (por exemplo, é muito profundo em dívidas pessoais) ou profissional (por exemplo, seu trabalho ou negócio está em risco).

Exemplos de pressão que normalmente levam à fraude incluem:

Oportunidade

É a oportunidade percebida que define o método pelo qual o crime pode ser cometido. A pessoa consegue perceber de alguma forma que pode usar sua posição de confiança para resolver seu problema financeiro com um baixo risco de ser pego.

Quem costuma aplicar golpes geralmente faz isso em segredo. Muitas pessoas cometem crimes de colarinho branco para manter seu status social. Por exemplo, eles podem roubar para esconder um problema de drogas, pagar dívidas ou adquirir carros ou casas caras. Se um perpetrador for pego falsificando informações financeiras, isso prejudicará seu status tanto quanto o problema subjacente que ele estava tentando esconder. Assim, o fraudador não só precisa ser capaz de roubar, mas também deve ser capaz de fazê-lo de tal maneira que ele provavelmente não seja apanhado e o crime em si não seja detectado.

Racionalização

A terceira etapa do triângulo é a racionalização. A grande maioria dos fraudadores são geralmente, infratores pela primeira vez, sem passado criminoso; eles não se consideram criminosos. Eles parecem pessoas comuns e honestas que são apanhadas em um conjunto de circunstâncias ruins. Consequentemente, o fraudador deve justificar o crime para si mesmo de uma forma que torne o ato aceitável ou justificável.

Racionalizações comuns que os fraudadores usam incluem:

"Eu tinha direito ao dinheiro."
"Eu tive que roubar para sustentar minha família."
“Eu fui mal pago; meu empregador me enganou".
"Meu empregador é desonesto para com outros e merecia ser roubado".

Enfim, se você quiser conhecer na íntegra a teoria de Cressey, clique aqui.

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