08/04/2021 15:55:58
Polícia
Paulo Cerqueira é indiciado pela PF como mandante de atentado que matou advogado
A PF informou que as evidências indicam que o advogado foi morto por engano no lugar do juiz Marcelo Tadeu
Reprodução
Redação

 A Polícia Federal de Alagoas (PF/AL) indiciou nesta quinta-feira (08), o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) Paulo Cerqueira como autor intelectual do atentado que teria como alvo o juiz Marcelo Tadeu, crime ocorrido em 03 de julho de 2009, no bairro Mangabeiras, em Maceió, na ocasião, o advogado mineiro Nudson Harley Mares de Freitas, morreu por engano. A PF traz o caso com riqueza de detalhes, citando depoimentos, interceptações telefônicas e outros elementos.

Segundo a Polícia Federal (PF), o autor material do crime, Antônio Wendell de Melo Guarniere, foi cooptado pelo policial militar Natan Simião para praticar um homicídio. Simião, embora não tenha dito a Guarniere, agia a mando de Paulo Cerqueira, de acordo com levantamento da polícia.

A PF informou que as evidências indicam que o advogado foi morto por engano no lugar do juiz Marcelo Tadeu.

As investigações da Polícia Federal apontam que Paulo Cerqueira ficou responsável pela investigação do homicídio do advogado após ter avocado o inquérito para ele sem nenhum motivo e que ele nunca considerou a hipótese de que a vítima do crime era para ser o juiz Marcelo Tadeu.

A PF concluiu que no inquérito presidido por Paulo Cerqueira, a pessoa de Wendell Guarnieri sequer foi citada e que durante as investigações não foi realizada nenhuma diligência que pudesse afastar a tese de “erro na execução”.

De acordo com a conclusão da PF, o Delegado-Geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira tentou encerrar as investigações precocemente, o que só não ocorreu por intervenção do juiz Marcelo Tadeu.

A Polícia Civil de Alagoas até o fechamento desta matéria, não havia se posicionou sobre o caso.

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