06/05/2017 23:01:55
Literatura & Saúde | Sandro Lins
Pesquisa mostra antibióticos que causam aborto
internetmãe e filho dormem

Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser. Quanto mais eu estudo a natureza, mais eu fico maravilhado com as obras do Criador. A ciência me aproxima de Deus.
Louis Pasteur

Um estudo canadense identificou um risco aumentado de aborto com o uso de cinco classes comuns de antibióticos no início da gravidez.
A pesquisa, publicada no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), observou que o uso de macrolídeos (exceto por eritromicina), quinolonas, tetraciclinas, sulfonamidas e metronidazol durante a gravidez inicial estava associado a um risco aumentado de aborto espontâneo.
Azitromicina e metronidazol foram associados a um risco de aborto aumentado em 65% e 70%, respectivamente, enquanto sulfonamidas, tetraciclinas, quinolonas e claritromicina mais do que dobraram o risco. Os resultados foram semelhantes independentemente de se usar penicilinas ou cefalosporinas como comparadores.
“Apesar de antibióticos terem sido usados no tratamento de infecções para reduzir o risco de prematuridade e de baixo peso ao nascimento em outros estudos, nossa investigação mostra que certos tipos de antibióticos estão aumentando o risco de aborto espontâneo em 60% ou em até duas vezes”, explicou a principal autora da pesquisa, Dra. Anick Bérard.
O que tranquiliza usuárias e médicos é não existir um aumento do risco para todos os antibióticos, caso da nitrofurantoina , usada como alternativa para trimetoprima-sulfametoxazol no tratamento de infecções do trato urinário durante a gestação.


The Lancet, a mais importante revista médica sobre doenças infecciosas, em artigo publicado em agosto de 2014, verificou que entre 2000 e 2010 o consumo de antibióticos aumentou 36% (de 54 083 964 813 unidades padrão para 73 620 748 816 unidades-padrão). Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul foram responsáveis por 76% desse aumento. Houve aumento do consumo de carbapenêmicos(45%) e polimixinas (13%), duas classes de último recurso..
Pesquisa feita pelo IMS Health, consultoria especializada no mercado farmacêutico, o consumo de antibióticos no Brasil cresceu 4,8% em um ano, saindo de 90,3 milhões para 94,7 milhões de unidades. O aumento ocorreu depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passar a exigir a retenção de receita para a venda desses remédios. Para especialistas, o aumento nas vendas é resultado do crescimento natural do mercado farmacêutico e da melhora da economia: o brasileiro tem mais acesso a planos de saúde, vai mais ao médico e, consequentemente, compra mais remédio.
Se o futuro de uma nação é assegurado pelo cuidado com suas crianças, também é verdade que uma gravidez saudável e segura nos assegura um grande futuro. Cabe, não somente aos médicos, mas a toda sociedade, reduzir a chance de morte de inocentes sem culpa.

O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito.
Mario Quintana


 

 

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