20/07/2020 11:34:02
Literatura & Saúde | Sandro Lins
Por que prescrevo cloroquina?

“Cura melhor quem tem a confiança do paciente.”
Galeno

  Você usaria um remédio que no laboratório mata o coronavírus? A cloroquina (CQN), junto com o REMDESIVIR, desde março, tem estudo científico mostrando que mata o coronavírus in vitro.


  Usaria um remédio que diminui a carga viral no seu corpo? Estudo científico mostra que a cloroquina bloqueia uma das duas entradas do vírus na célula, a via chamada endocitose, onde o coronavírus, com ajuda de um receptor chamado ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2) deposita seu material genético na célula humana. A cloroquina, junto com seu derivado mais seguro, a hidroxicloroquina (HCQ), bloqueia este receptor ECA2.


  Você usaria um remédio que tem dois estudos da ciência mostrando que diminui a replicação viral? A CQN consegue diminuir a multiplicação do vírus no corpo, inclusive com um estudo do Dr Didier Raoult, na França, mostrando que bastam apenas cinco dias de tratamento, já que em mais ou menos dois dias e meio conseguiu negativar o RT-PCR (o padrão ouro de exame na pandemia) de quase quatro mil pacientes com covid-19.


  Você deixaria de usar a cloroquina, se soubesse que a gripe do coronavírus pode causar trombose e uma reação inflamatória tão grande do corpo, que leva a morte do paciente? Mesmo sabendo que a cloroquina também tem efeito antiagregante plaquetário (diminui a chance de ter trombose), e é um bom anti-inflamatório, sendo usado as vezes por mais de vinte anos em pacientes com inflamação crônica e importante, como na artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias?


  Além de tudo isso a CQN pode ser usada em gestantes, crianças de qualquer idade, não tem muitos efeitos colaterais, a não ser usado em longo prazo, e custa muito pouco. Saiba ainda nobre leitor, que todo o dinheiro que o exército brasileiro gastou este ano fabricando cloroquina daria para tratar menos de cem pacientes com REMDESIVIR, uma droga experimental, ainda sem registro na vigilância sanitária brasileira. Os melhores hospitais do Brasil , Albert Einstein e Sírio Líbanês não proibiram os médicos de usar a cloroquina, até porque isto é ilegal, e antiético, mas quem não usa, como a Dra Nise Yamagushi, perde o emprego. Nesses hospitais já estão sendo tratados pacientes com o REMDESIVIR, mas não se preocupem, afinal, por serem filantrópicos, dá para empurrar a conta para o nosso SUS.


  E se você soubesse que a ciência já tem pelo menos 59 (isso mesmo, cinquenta e nove) estudos favoráveis ao uso da cloroquina no COVID-19? Veja em https://c19study.com E que esta semana o Henry Ford Health System, como um dos principais centros médicos acadêmicos do mundo, com mais de US $ 100 milhões em financiamento anual para pesquisa, está envolvido em vários ensaios do COVID-19 com parceiros nacionais e internacionais, e mostrou, que em 6000 pacientes hospitalizados que usaram CQN e HCQ, a mortalidade caiu pela metade no grupo de pacientes que usou, e com pouquíssima chance de dar arritmia (menos de 0,6%). Em: https://www.henryford.com/news/2020/07/hydro-treatment-study.


  Você já ouviu falar de um remédio que dá para adivinhar se vamos ter reação? No caso da arritmia é só fazer um eletrocardiograma (ECG) antes de tomar; pacientes com intervalo QT alargado no exame, uma alteração fácil de ser identificada pelos médicos, contraindicam o uso de CQN, e quando não é possível fazer o ECG, usa-se a hidroxicloroquina.


  Quem normatiza a conduta do médico no Brasil é o Conselho Federal de Medicina, que autoriza a CQN e HCQ no tratamento da COVID-19, desde que o paciente consinta. E o Ministério da Saúde já tem o protocolo específico, com todas as recomendações para o tratamento, em todas as idades, incluindo gestantes, para uso ambulatorial e hospitalar de Cloroquina e Hidroxicloroquina.


  O capítulo V do Código de Ética Médica trata unicamente da relação do médico com seus pacientes e familiares. O trabalho do médico não se limita só a diagnosticar e tratar doenças. Ele também deve ser amigo e conselheiro daquela pessoa que, acompanhada de um cônjuge ou parente, o procura geralmente em uma situação frágil. Cabe sempre ao paciente, ou seu responsável legal, decidir sobre o tratamento a ser seguido, exceto em casos de perigo iminente. O médico deve apenas utilizar todos os meios disponíveis a seu alcance e orientar sobre sua condição, com a obrigação de “informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento”.
 

E-mail: [email protected]
Telefone: (82) 9-9672-7222

©2020 - Diário Arapiraca | Portal de Notícias. Todos os direitos reservados.