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29/06/2022 15:47
Brasil
Caso Bruno e Dom: Polícia Federal leva suspeitos para reconstituição
Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, em 17 de junho, o órgão dizia que novas prisões poderiam ocorrer
Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, em 17 de junho, o órgão dizia que novas prisões poderiam ocorrer / Foto: reprodução
Redação por g1

As polícias Federal e Civil, além do Exército Brasileiro (EB), vão fazer uma reconstituição dos assassinatos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, nesta quarta-feira (29), em Atalaia do Norte (distante 1.136 quilômetros de Manaus). Os suspeitos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como "Pelado", e Jeferson da Silva Lima, o "Pelado da Dinha", foram levados para as áreas do crime, nesta manhã, para participação nesta etapa das investigações.

Esta é a segunda reconstituição do caso. A primeira contou apenas com a participação de Amarildo, que acusou Jeferson de ter atirado nas vítimas. Em depoimento, Jeferson acusou Amarildo de efetuar o primeiro disparo. Na reconstituição desta quarta, as versões devem ser confrontadas.

Agentes da Polícia Federal e Polícia Civil deverão percorrer todos os pontos-chave do caso: as comunidades São Rafael, São Gabriel e Cacheira, além das áreas onde Bruno e Dom foram assassinados e o local onde os corpos foram escondidos.

Desde o início do dia, há movimentação de equipes da PF e PC-AM no porto de Atalaia do Norte. Os policiais também levaram para as áreas da reconstituição sacos pretos, que serão usados para simulação da ocultação dos corpos.

Simulações - Nessa terça-feira, as embarcações utilizadas pelas vítimas e pelo pescador Amarildo, no dia do crime, foram utilizadas em simulações, para verificar se os relatos das testemunhas e dos suspeitos, obtidos no inquérito policial, são condizentes com a realidade.

De acordo com a PF, uma das provas técnicas a ser verificada era a velocidade das embarcações, especialmente no momento em que Amarildo e Jeferson perseguiam Bruno e Dom, entre as comunidades São Gabriel e Cachoeira.

Os resultados das simulações ainda não foram divulgado pelas autoridades.

Versões se contradizem - Os relatos de Amarildo e Jeferson sobre o crime são divergentes, já que ambos se acusam de ter iniciado os tiros que mataram o indigenista e o jornalista, no início de junho.

Em vídeo divulgado pela PF, no dia 21 de junho, Amarildo aparece negando que tenha atirado contra Bruno e Dom. Ele acusa Jeferson da Silva Lima.

Ao ser questionado se viu a hora em que Jeferson atirou, Amarildo confirma com a cabeça e responde: "vi".

De acordo com Amarildo, Bruno teria revidado. O indigenista tinha porte de arma e escolta armada, mas dispensou a segurança no dia do crime, 5 de junho, um domingo.

Ainda na reconstituição, Amarildo afirma que Jeferson atirou na região lombar de Bruno. O suspeito também acusa o "Pelado da Dinha" de atirar contra Dom.

Já Jeferson afirmou que, no dia do crime, Amarildo o chamou para perseguir Bruno e Dom quando as vítimas passaram, de lancha, no rio Itacoaí. Segundo o depoimento do suspeito, quando estavam bem próximos, ocorreu o primeiro tiro, que teria sido efetuado por Amarildo, e acertado as costas de Dom.

Na sequência, Jeferson conta que atirou em Bruno. Houve uma sequência de disparos e ele não soube informar quem atingiu Bruno primeiro. Jeferson afirma que acredita ter atirado três vezes, o mesmo número de tiros dados por Amarildo. Bruno também teria atirado para se defender.

Investigações - De acordo com o delegado de Atalaia do Norte, Alex Perez, a polícia já ouviu 20 testemunhas: 17 testemunhas e três, suspeitos.

Na quinta-feira (23), o superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Fontes, declarou ao Jornal Nacional que não está descartado um envolvimento de um mandante no crime

Em uma nota divulgada pelo comitê de crise, coordenado pela PF, em 17 de junho, o órgão dizia que novas prisões poderiam ocorrer, mas que, naquele momento, as investigações apontavam "que os executores agiram sozinhos".


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