OUÇA AO VIVO A 96FM
(82) 9-8225-0863 Whatsapp Diário Arapiraca
Dólar hoje R$ 4,183 Arapiraca, 23ºC Tempo nublado

Notícias

14/01/2020 09:47
Brasil
Funcionários da Casa da Moeda estão parados desde sexta-feira
Estatal responsável pela fabricação de cédulas, moedas, passaportes e selos postais reivindicam novo acordo coletivo
Banco Central diz que não vão faltar notas / Foto: Fernando Frazão/Folhapress - 06.10.2017

 Os funcionários da Casa da Moeda do Brasil, estatal responsável pela fabricação de notas e moedas de real, dos passaportes emitidos pela Polícia Federal (PF) e de selos postais e fiscais, estão parados desde a última sexta-feira (10). A estatal foi incluída no programa de privatizações do governo federal, perdeu o monopólio de produção em território nacional e o sindicato dos empregados está no meio das negociações do novo acordo trabalhista com a diretoria. O Banco Central (BC), principal "cliente" da Casa da Moeda, informou que "está ciente da paralisação e mantém estoques de segurança" de cédulas e moedas de metal.

Na sexta-feira, um grupo de empregados ocupou a sede administrativa da estatal, que fica no mesmo complexo do parque fabril, em Santa Cruz, zona oeste do Rio. Na segunda-feira (13), os funcionários se recusaram a trabalhar após registrar entrada na fábrica. O jornal O Estado de São Paulo tentou contato com a diretoria do Sindicato Nacional dos Moedeiros, que representa os empregados da Casa da Moeda, mas não obteve retorno.

Em novembro, o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória (MP) que tira o monopólio da Casa da Moeda na fabricação de dinheiro, passaporte, selos postais e fiscais federais e de controle fiscal sobre a fabricação de cigarros. Conforme a MP, a exclusividade para a prestação desses serviços acaba em 31 de dezembro de 2023.

Tudo isso, em meio às negociações em torno do acordo coletivo. O acordo vigente expirou em dezembro.

Em nota sobre a ocupação da sede administrativa na sexta-feira, a diretoria da estatal diz que "entende que a empresa e os funcionários passam por um momento de incertezas e preocupações" por causa da inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND), da quebra do monópolio e da dificuldade em fechar o acordo coletivo, mas ressalta que "qualquer manifestação tem seu local e representantes legalmente definidos" e que "todo excesso ou ilegalidade serão apurados". 

Fonte: R7


Link da página:

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.

Brasil