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19/06/2019 10:36
Brasil
Motorista que arrastou idosa por 100m diz que foi brincadeira
Ele não gostou quando a vendedora de balões se recusou a dar desconto
Marina Izidoro de Morais, 63 anos, foi arrastada por mais de 100 metros / Foto: Reprodução

 O motorista que dirigia a Mercedes-Benz e que arrancou o carro arrastando uma idosa de 63 anos no asfalto por cerca de 100 metros, em frente a uma escola de Taguatinga, no Distrito Federal, disse na polícia que, ao puxar os balões, a intenção era fazer uma "brincadeira". Ele e a mulher que estava no banco do passageiro se apresentaram na manhã dessa terça-feira (18), na 12ª Delegacia de Polícia, onde o caso é apurado.

De acordo com o delegado-adjunto, Paulo Henrique de Almeida, os dois afirmaram que queriam comprar os balões para os sobrinhos, mas, depois que dona Marina se recusou a dar o desconto puxaram os balões em um ato de "brincadeira". "Ele disse que resolveu fazer uma brincadeira e pediu para a amiga puxar os balões e depois soltar. A amiga atendeu, mas ele não percebeu que estava arrastando a senhora", detalhou o delegado.

O depoimento de Willian Weslei Lelis Vieira durou cerca de duas horas:

O homem dirigia a Mercedes avaliada em R$ 200 mil na noite de sábado (15), quando se desentendeu com a vendedora de balões, Marina Izidoro de Morais. Quando a passageira do carro agarrou os balões, ele teria fechado o vidro e arrancado com o carro. Marina ficou presa às cordas que seguravam os balões. Ela disse ter “visto a morte de perto” enquanto era arrastada no asfalto.

Lesão Corporal

Até o momento, o caso ainda está sendo investigado como lesão corporal. Na tarde de ontem, dona Marina foi chamada novamente para depor. O delegado afirma que estão procurando novas imagens e mais testemunhas para ter mais detalhes e definir como vão encaminhar o caso.

O advogado do motorista Leonaldo Correa de Brito afirmou à imprensa que eles ainda não vão se manifestar sobre o ocorrido, por não saberem por qual crime os autores vão ser indiciados. "A gente não vai prestar mais informações, pois o meu cliente já compareceu e não se furtará às ordens judiciais e vai colaborar com o que for necessário", comentou.

Fonte: Diário de Pernambuco 


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