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10/01/2020 06:03
Brasil
Policial militar mata mulher com arma da corporação e depois se mata em São Paulo
Segundo a Polícia Militar, autor do crime não tinha registro de problema psicológico que justificasse necessidade de acompanhamento pela corporação.
Suelma Sousa foi morta após ser baleada pelo marido, um policial militar, que se matou em seguida em Osasco / Foto: Reprodução/Redes sociais

 Um policial militar atirou duas vezes contra a mulher, Suelma Sousa, 32 anos, e depois se matou na manhã da última quinta-feira (9), em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a arma usado no crime pertence à Polícia Militar.

O caso foi registrado como feminicídio no 10º Distrito Policial de Osasco. O autor do crime é o soldado Daniel Piauí, que entrou recentemente na corporação.

Casos de feminicídio tem tido aumento em São Paulo.

Segundo informações de familiares e vizinhos do casal, Suelma e Daniel tiveram uma discussão durante a madrugada. A vítima teria descoberto a traição cometida pelo policial.

Suelma tinha um filho, que não estava em casa no momento do crime. Os dois morreram no local.

Uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística esteve no local.

Casos de feminicídio em São Paulo

Os casos de feminicídio bateram recorde no estado de São Paulo em 2019, com 154 ocorrências entre janeiro e novembro, de acordo com levantamento feito pelo G1 e a GloboNews com base em boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP).

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher". Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, por meio de sua assessoria de imprensa, o primeiro caso ocorreu em Votuporanga, no interior de São Paulo, às 23h15 do dia 17 de dezembro.

Aline Aparecida dos Santos, 47 anos, foi esfaqueada e morreu em sua casa no Conjunto Habitacional Jardim Brisa Suave. A suspeita, sua companheira de 54 anos, foi presa em flagrante e assumiu a autoria.

De acordo com boletim de ocorrência, policiais militares foram até a residência do casal onde se depararam com o portão e a porta trancados. Dentro da casa, encontraram a vítima caída, ensanguentada e sem sinal de vida. A morte foi constatada por um médico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Os policiais foram informados por moradores da região que a suspeita se escondeu em outra casa na mesma cidade, onde foi encontrada. Lá, ela disse que esfaqueou a companheira por ciúmes e provocações. Ela afirmou ainda que se arrependeu e pediu socorro ao Samu. A mulher foi presa em flagrante por feminicídio e violência doméstica.

Doze dias depois, em 29 de dezembro, uma jovem de 17 anos foi morta na Zona Leste de São Paulo e a principal suspeita é a companheira da vítima, que está foragida.

Joyce Nathalia Rocha de Jesus deu entrada no pronto-socorro de São Mateus, após levar um tiro na cabeça por volta das 2h de domingo no apartamento onde vivia, no bairro São Rafael, segundo informações do boletim de ocorrência.

Em depoimento, a mãe da jovem disse que a companheira de sua filha, também de 17 anos, a procurou logo após o fato para confessar o crime.

Os policiais não conseguiram encontrar a suspeita no local do crime. A perícia foi acionada e um projétil de arma de fogo foi apreendido próximo a cama.

O caso foi registrado como feminicídio no 49º Distrito Policial (DP) de São Mateus, sendo a área dos fatos o 55º DP do Parque São Rafael.

Joyce foi sepultada no último dia 30 no Cemitério Vila Formosa, também na Zona Leste.

Fonte: G1


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