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21/08/2019 11:20
Ciência
A corrente elétrica mudou e você nem percebeu
Para o consumidor comum a mudança não irá refletir em nada no cotidiano
Novas tecnologias estão sempre a caminho com mudanças que permitem avanços na ciência / Foto: Google Imagens

 O ano de 2019 foi de diversas mudanças, dentre elas a forma como a corrente elétrica passou a ser medida. Mas você pode ficar calmo, os choques elétricos continuam os mesmos, o funcionamento dos aparelhos também e sua medição continua a ser realizada com um amperímetro.

O que mudou foi o ampere, uma das sete unidades de medida do Sistema Internacional (SI) que também inclui o quilograma (massa), metro (tamanho), segundo (tempo), kelvin (temperatura termodinâmica), mol (quantidade de substância) e candela (luminosidade).

Segundo especialistas, a mudança mudou o grau de precisão de medição de correntes elétricas, otimizando cálculos para fabricantes de baterias como a de smartphones e de aceleradores de partículas, por exemplo. Durante a 26ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, em novembro 2018, uma votação unânime determinou redefinições também das medidas de quilograma, kelvin e mol.

E as expectativas com as mudanças são as melhores possíveis. De acordo com informações do Laboratório Nacional de Física, no Reino Unido, publicadas pela Revista Galileu, essa redefinição garante estabilidade ao Sistema Internacional, que permite medições precisas e avanços nas áreas da ciência e tecnologia possibilitando o desenvolvimento de novas tecnologias.

Numa informação mais técnica, a definição de ampere criada em 1948 diz que ele é “a corrente constante na qual, se mantida em dois condutores paralelos, retilíneos, de comprimento infinito, de seção circular desprezível, e situados no vácuo a uma distância de 1 metro entre si, produziria entre estes condutores uma força igual a 0,0000002 newton por metro de comprimento”.

De acordo com cientistas essa explicação não tem como ser comprovada fisicamente. Com a mudança o ampere passou a ser definido como uma carga elementar elétrica, que pode ser testada por aparelhos como a bomba de transporte do elétron único, utilizada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST).

Em entrevista ao portal UOL, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) destacou que "A ideia do SI surge para ter um termo de referência e não ficar naquela coisa arbitrária de quanto as coisas valem”, comentou. "o que vai mudar é como se vai calibrar alguns equipamentos”.

No cotidiano do consumidor não houve mudanças, pois os aparelhos continuarão tendo o mesmo tamanho e desenvolvendo as mesmas funções. Vale salientar, é claro, que novas tecnologias estão sempre a caminho com mudanças que permitem avanços na ciência.

Quilograma também foi mudado

Até o ano passado um quilograma era a massa de um cilindro de 4 centímetros de platina e irídio fabricado em Londres e guardado pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) em um cofre na França, desde 1889.
Isso mesmo: existe um cilindro que é “o” um quilo, o Protótipo Internacional do Quilograma (IPK, em inglês), usado para calibrar todos os padrões oficiais da unidade de massa.

Ele também foi substituído por uma unidade de massa composta por um valor derivado de uma constante da natureza. O quilo era a última a unidade de medida que ainda se baseava em um artefato físico.

Para o consumidor comum a mudança não irá refletir em nada no cotidiano, mas para quem depende de escala minúsculas, como a indústria de remédios, a mudança representa uma realidade onde será possível realizar cálculos muito mais precisos.


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