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24/10/2018 11:04
Eleições
Haddad não se informa e utiliza acusação equivocada de Geraldo Azevedo contra Mourão
Músico já pediu desculpas por declaração e a chamou de "equívoco"; Haddad disse que recebeu a informação de uma fonte fidedigna
/ Foto: Jefferson Coppola/VEJA
Redação

Em sabatina do Jornal O Globo, nessa terça-feira (23), Fernando Haddad, do PT, usou uma declaração do compositor e cantor Geraldo Azevedo para afirmar que Mourão foi um "torturador" durante a ditadura.

A polêmica teve início durante um show do músico em Jacobina, interior da Bahia, no último sábado (21). Na ocasião, Azevedo lembrou que foi preso duas vezes durante a ditadura. “Fui torturado. Vocês não sabem o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores”, disse para o público.

O assunto veio à tona mais uma vez quando o candidato do PT, Fernando Haddad, repetiu a acusação. Acontece que, quando Azevedo foi preso pela primeira vez, em 1969, o general tinha 16 anos e só entraria para o Exército em 1972.

Geraldo Azevedo já recuou da acusação, ao afirmar que se equivocou ao apontar Mourão como um de seus algozes. Em nota, o artista pediu desculpa “pelo transtorno causado pelo equívoco e reafirmou sua opinião de que não há espaço no Brasil de hoje para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e cerceia a liberdade de imprensa”.

Sobre essa gafe, Haddad disse que deu ao público uma informação que recebeu de uma fonte fidedigna. "Geraldo Azevedo realmente foi torturado e realmente disse que tinha sido torturado pelo Mourão. Me solidarizo com ele e todas as pessoas que foram torturadas. Elas estão sujeitas a esse tipo de confusão, porque foram alvo de violência extrema. Me solidarizo com ele. O fato dele ter soltado uma nota de esclarecimento de que houve uma confusão foi uma oportunidade de ele esclarecer", afirmou. 

Mesmo com o pedido de desculpas, o general da reserva Hamilton Mourão, vice na chapa do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse que vai processar o cantor e compositor Geraldo Azevedo. 

“É uma coisa tão mentirosa”, disse Mourão. “Ele me acusa de tê-lo torturado em 1969. Eu era aluno do Colégio Militar em Porto Alegre e tinha 16 anos”, afirmou o general da reserva. “Cabe processo.” Hamilton Mourão entrou em 1972 na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde, em 12 de dezembro de 1975, foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. É filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão.

 

 


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