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20/01/2021 09:14
Justiça
Justiça condena três por assalto que levou R$ 300 mil de banco em Paulo Jacinto
Vigilante e caixa executivo do Banco do Brasil estão entre os participantes do crime ocorrido em setembro de 2019
/ Foto: Ilustração
Assessoria TJ/AL

 O juiz Guilherme Bubolz Bohm, da Comarca de Quebrangulo, condenou três homens envolvidos no assalto a uma agência do Banco do Brasil, que subtraiu mais de R$ 300 mil, em 20 de setembro de 2019. A decisão foi proferida nessa terça-feira (19).

José Cícero da Silva foi condenado a 20 anos e 5 meses de reclusão. Aneilton Honorato da Silva e Ronnie e Petterson da Silva Cavalcante foram condenados a 18 anos, 2 meses e 21 dias. Aneilton e Ronnie trabalhavam para o banco, como vigilante e caixa executivo, respectivamente.

A condenação é por roubo majorado pelo concurso de agentes, restrição da liberdade das vítimas e uso de arma de fogo. De acordo com o magistrado Guilherme Bohm, a autoria do crime foi provada pelo termo de reconhecimento de pessoas por fotografia, filmagens do circuito interno de câmeras da agência e depoimentos das testemunhas e réus.

Após confessar o ato às autoridades policiais, o réu José Cícero voltou atrás e negou a autoria, porém o juiz considerou que o relato da confissão foi harmônico, verossímil e coerente com os demais elementos probatórios.

Na sentença, o juiz descreve imagens da câmera de segurança que evidenciam a participação do vigilante Aneilton. "É inimaginável que os assaltantes tenham se esquecido de render Aneilton, que tenham agido com tamanho descuido. Mas, ainda que, hipoteticamente, tal descuido tivesse acontecido, o que evidentemente não aconteceu, não é minimamente crível que o vigilante não tivesse tomado qualquer tipo de postura ativa".

As imagens também mostram o comportamento cúmplice do caixa executivo. "O acusado Ronnie, que se encontrava atrás de sua mesa de atendimento [...], olha atentamente o vigilante Fabiano se dirigir até a porta giratória e, paralelamente, o indivíduo de camisa preta mantém-se olhando detidamente para Ronnie, que faz um sinal rápido com a mão, indicando de forma expressa e indubitável o momento em que o assaltante de preto deve abordar o vigilante Fabiano", diz a decisão.

José Cícero e Aneilton já estavam presos preventivamente e a prisão foi mantida. Ronnie não foi preso e poderá recorrer em liberdade. Um quarto suposto participante responde a um processo em separado. Há ainda um quinto assaltante que não foi identificado pelas investigações.

José Cícero já havia sido preso em outra oportunidade, em flagrante, após assalto a uma agência do Branco Bradesco, no município de Tanque D' arca.


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