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17/06/2024 16:39
Justiça

Justiça decreta prisão de cliente acusado de assediar funcionária e matar dono de bar

Diego Pereira, 34, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva
Carlos Monteiro, dono de bar de rock, foi morto pelo cliente Diego Pereira, que usou um canivete (foto acima) para cometer o crime / Foto: Reprodução/Redes sociais e Polícia Civil
Redação com G1

A Justiça de São Paulo decretou neste final de semana a prisão preventiva do cliente acusado de assediar uma funcionária e depois matar com golpes de canivete o dono de um bar de rock que a defendeu. O crime ocorreu no sábado (15) na Zona Sul de São Paulo.

O encarregado Diego de Almeida Pereira, de 34 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) momentos após assassinar o empresário Carlos dos Santos Monteiro, o Nenê, de 57. No domingo (16) a Justiça Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, sem prazo para terminar. O preso não passou por audiência de custódia por falta de luz no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. 

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do preso para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Carlos era proprietário do Malta Rock Bar, na Saúde. Ele foi assassinado na rua em frente ao estabelecimento quando expulsou o agressor do bar.

 

"O que você vai fazer com essa 'faca'?", perguntou Carlos momentos antes de ser morto com dois golpes de canivete pelo cliente. O empresário foi ferido no pescoço e nas costas. A informação consta no Boletim de Ocorrência (BO) do caso, que é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com testemunhas ouvidas pela TV Globo, Diego havia assediado uma funcionária do bar. O agressor foi imobilizado e desarmado por frequentadores do estabelecimento até a chegada da Polícia Militar (PM), segundo informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio de sua assessoria de imprensa.

Ainda pelo registro policial, testemunhas contaram que Diego falava frases "desconexas" e tinha sinais de embriaguez, além de aparentar estar sob efeito de drogas.

 

As pessoas que estavam no bar também contaram à PM que Diego não era um cliente conhecido. Segundo o relato das testemunhas à reportagem, o homem entrou no estabelecimento e assediou uma mulher, que deu um soco nele para se defender.

Além disso, Diego estava "perturbando" outros clientes do local durante uma confraternização entre amigos, segundo as testemunhas. Carlos notou que o agressor estava armado com uma "faca" de aproximadamente 30 centímetros de comprimento. De acordo com o registro policial, o dono do bar ainda perguntou a homem faria com a arma.

Após isso, segundo o BO, o proprietário colocou o homem para fora do estabelecimento e foi ferido por Diego com dois golpes de canivete. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a vítima caída ferida em frente ao bar. E também mostram o agressor detido pelos demais clientes.

A arma que Diego usou para matar Carlos foi apreendida. O caso foi registrado como homicídio qualificado por emboscada no 16º Distrito Policial (DP), Vila Clementino.

 

O assassino foi indiciado pelo crime e ficou em silêncio no seu interrogatório. Ele passou por audiência de custódia no domingo (16), quando a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Diego já tinha passagens anteriores por outros crimes, como roubo. Ele foi condenado por assalto e atualmente estava cumprindo pena em liberdade.

O corpo de Carlos será sepultado na manhã desta segunda-feira (17) no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, também na Zona Sul da capital paulista.

 


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