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22/08/2019 16:46
Justiça
Coronel Cavalcante e irmão estão sendo julgados pela morte do cabo Gonçalves
Previsão é que a sessão termine no final da noite; sessão está sendo conduzida pelo juiz Sóstenes Alex, no Fórum da Capital
/ Foto: Reprodução
Redação com Assessoria

Os réus Manoel Francisco Cavalcante, conhecido como coronel Cavalcante, e seu irmão, Marcos Antônio Cavalcante, estão sendo julgados no Fórum de Maceió pela morte de José Gonçalves da Silva, o cabo Gonçalves, ocorrida em maio de 1996. A previsão é que a sessão termine no final da noite.

Esta é a segunda vez que os acusados vão a júri por esse crime. Em 2011, a dupla foi julgada e absolvida pelo Conselho de Sentença. Após recurso do Ministério Público, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) considerou que os jurados decidiram de forma contrária às provas dos autos e determinou novo julgamento.

A sessão está sendo conduzida pelo juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, titular da 7ª Vara Criminal da Capital. A acusação está a cargo do promotor de Justiça Ary Lages.

"A denúncia é bem baseada na confissão de ambos, mas não há só isso. Há provas de testemunhas que estavam no local do crime e depoimentos da família da vítima. São provas robustas", disse o promotor, ressaltando que os réus, se condenados, podem pegar uma pena de 12 a 30 anos.

A defesa dos acusados está sendo feita pelo advogado Givan de Lisboa. "O Ministério Público achou que as provas eram diferentes, recorreu, é um direito que ele tem, o Tribunal cancelou o júri e mandou que se fizesse um novo. Espero que eles sejam absolvidos como foram no júri de 2011", disse.

O caso

O crime ocorreu em 9 de maio de 1996, por volta das 11h, em um posto localizado na avenida Menino Marcelo, em Maceió. De acordo com a denúncia, Marcos Antônio Cavalcante, acompanhado de outros acusados, teria efetuado disparos contra cabo Gonçalves, enquanto coronel Cavalcante teria ficado em seu veículo, prestando auxílio aos executores.

Os réus são acusados de integrar a extinta "Gangue fardada", formada, em sua maioria, por policiais e ex-policiais militares, e apontada como responsável por uma série de crimes ocorridos nas décadas de 80 e 90 em Alagoas, como homicídios, assaltos e sequestros. 


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