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29/10/2019 07:32
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Usar fralda sem necessidade, como Larissa Manoela, traz risco à saúde
Cantora de 18 anos diz utilizar acessório nos shows após ter feito xixi acidentalmente no palco; umidade aumenta risco de infecção urinária
Larissa Manoela, 18, afirmou utilizar fralda em seus shows / Foto: Reprodução/Instagram

 O uso de fraldas, por manter um ambiente úmido e fazer com que a pele fique em contato com o xixi, pode acarretar infecção urinária, segundo o urologista Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. A atriz e cantora Larissa Manoela,18, disse que passou a usar fraldas em seus shows depois que fez xixi no palco.

"Foi uma loucura, gente. A gente fica cantando, bebe muita água e trabalha muito o diafragma, aí a bexiga vai aqui. Um certo dia, pressionei, o diafragma foi junto com a bexiga e o xixi não ficou. Foi um desespero! O que me salvou foi que eu estava com um vestido longo, ninguém viu", afirmou no programa Altas Horas, no domingo (27).

Trigo afirma que a fralda é a última opção. “Primeiramente, do ponto de vista social é um desastre. Você tem que estar sempre preocupado se as pessoas estão sentindo cheiro de urina. A pessoa que perde urina acaba sendo isolada. Além disso, a urina é extremamente corrosiva”, explica.

Já na visão do urologista Carlo Passerotti, coordenador do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, se o uso for por um período curto de tempo, evitando longos períodos de muita umidade, não há problema em utilizar a fralda.

Trigo afirma que utilizar fraldas ou segurar a urina traz mais risco de infecção urinária do que utilizar um banheiro público, além disso, é importante que as mulheres urinem sentadas, para relaxar completamente a musculatura. “Leve um protetor de assento ou um papel na bolsa, pois é melhor do que fazer xixi de pé ou segurar. Fazer xixi de pé também pode piorar os sintomas da bexiga hiperativa”, afirma.

A bexiga hiperativa é caracterizada por uma urgência maior que o normal para urinar. Uma pessoa adulta deve conseguir segurar a urina por pelo menos 3 horas, segundo o médico. Consumo de bebida alcoólica, líquido em excesso, cafeína e nervosismo podem aumentar a necessidade de urinar. Segundo Trigo, os sintomas que Larissa afirma ter se assemelham ao de bexiga hiperativa.

O tratamento é feito com fisioterapia focada em exercícios que fortalecem o assoalho pélvico e com medicamentos. Nos casos em que só isso não é suficiente se utiliza a toxina botulínica, a mesma do Botox, ou um marca passo para a bexiga.

A perda urinária pode ser por esforço em mulheres mais velhas, que tiveram filhos, ou em homens que fizeram cirurgia de próstata. Esse tipo de perda ocorre quando a pressão gerada pela contração dos músculos abdominais faz com que a válvula que segura a urina se abra.

Segundo Passerotti, o tratamento para mulheres vai depender do nível de pressão da perda. Se o nível for alto, ou seja, a pessoa urina quando ri, tosse ou pratica atividades físicas, exercícios e fisioterapia são suficientes. Níveis mais baixos, em que o vazamento ocorre com qualquer esforço, quando a pessoa senta e anda, por exemplo, exigem cirurgia. O procedimento é a colocação de uma tela embaixo da bexiga, para dar suporte e evitar o vazamento.

Trigo explica que o tratamento para homens pode ser a colocação da tela ou a colocação de um esfíncter artificial, uma válvula alocada em volta da uretra que permite controlar a passagem da urina.

Passerotti afirma que uma terceira causa pode ser a bexiga neurogênica. Nesses casos, a bexiga perde a sensibilidade e a pessoa não sente vontade de urinar. O vazamento acontece quando o xixi transborda. Casos como esse são mais perigosos, pois podem afetar os rins, que não conseguem encaminhar a urina para a bexiga, segundo o especialista.

Fonte: R7


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