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Geral / Isve Cavalcante

Quem é Isve Cavalcante? Isve Cavalcante é radialista desde 1971. Ele nasceu na cidade de Caruaru, município de Pernambuco. Já trabalhou em várias rádios, prefeituras e emissoras de televisão. Atualmente apresenta o programa “Show de Notícias” na Rádio 96 FM Arapiraca.
17/04/2017 15:05:04
TUDO GORDINHO : MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÃO ACIMA DO PESO
DUAS ENTRE CADA 10 MULHERES QUE VIVEM EM CAPITAIS BRASILEIRAS ESTÃO OBESAS (FOTO: WIKIMIDIA) / Foto:

 C/Agencia Estado

Duas entre cada 10 mulheres que vivem em capitais brasileiras estão obesas.

Também nessas cidades, quatro entre cada 10 habitantes têm hipertensão e mais da metade está acima do peso.

A mais recente edição da pesquisa do Ministério da Saúde Vigitel revela um avanço sem tréguas de doenças consideradas fatores de risco para enfarte e derrame cerebral.

E deixa claro que o Brasil sai do quadro de desnutrição para embarcar na obesidade.

A pesquisa do Vigitel é feita por meio de entrevista telefônica, com a população das capitais brasileiras com idade igual ou superior a 18 anos.

Dados do trabalho com indicadores de 2016 divulgados nesta segunda-feira, 17, mostram que a expansão da diabete, da hipertensão, da obesidade e do sobrepeso se dá na população em geral, mas de uma forma mais acentuada entre pessoas com menor escolaridade.

A diabete, por exemplo, afeta 16,5% da população com até oito anos de estudo.

Um indicador três vezes maior do que aquele apresentado por pessoas que estudaram 12 anos ou mais: 4,6%.

O mesmo acontece com a hipertensão: 41,8% da população com até oito anos de estudo apresenta o problema.

Quase três vezes mais do que o indicador apresentado entre aqueles com 12 anos de estudo ou mais : 15%.

O fenômeno também se repete com excesso de peso e com a obesidade, mas em uma escala inferior.

A pesquisa indica que 59,2% da população com até oito anos de estudo está acima do peso.

Entre os que estudaram 12 anos ou mais, o porcentual é de 48,8%. Já na obesidade, 23,5% dos que estudaram até oito anos apresentam o problema.

Entre os que estudaram 12 anos ou mais, o porcentual é de 14,9%

Com já se era esperado, a frequência dos quatro fatores de risco para doenças cardiovasculares (obesidade, sobrepeso, hipertensão e diabete), aumenta com o passar dos anos.

O que o trabalho chama a atenção, no entanto, é o que ocorre com obesidade. A prevalência do problema duplica a partir dos 25 anos.

Todos os problemas aumentaram de forma expressiva nos últimos 10 anos. Entre 2010 e 2016, cresceu em 61,8% o número de pessoas diagnosticadas com diabete.

A obesidade teve uma expansão igualmente preocupante: 60%, passando de 11,8% da população em 2006 para 18,9% em 2016.

A hipertensão, por sua vez, subiu 14,2% na década, passando de 22,5% para 25,7% da população.

Os indicadores relacionados a excesso de peso subiram 26,3% em dez anos. Em 2006, 42,6% da população estava cima do peso. Hoje, já são 53,8%

O aumento dos indicadores pode em parte ser atribuído ao aumento da idade da população.

Mas os dados da pesquisa deixam claro que a mudança de hábitos alimentares também está diretamente relacionada ao problema.

A começar pela redução do consumo regular de arroz e feijão.

Em 2012, 74,2% da população masculina entrevistada dizia consumir a combinação mais típica da dieta brasileira em pelo menos 5 dias da semana.

Bastaram quatro anos para esse indicador cair para 67,9%.

A boa notícia, no entanto, é que o consumo regular de frutas e hortaliças apresentou uma leve elevação entre 2008 e 2016, passando de 33% para 35,2%.

O maior consumo ocorreu entre mulheres. O grupo feminino também apresentou uma redução do consumo regular de refrigerantes ou suco artificial.

Em 2016, 13,9% diziam ter esse hábito, ante 26,9% em 2007.

O trabalho da Vigitel mostra que o excesso de peso é mais prevalente entre homens.

A obesidade, por sua vez, apresenta indicadores semelhantes: 19,6% entre o público feminino e 18,1%, entre o masculino.

Já diabete e hipertensão são mais prevalentes entre as mulheres.

Entre as entrevistas femininas, 9,9% disseram ter diabete, mais dos que os 7,8% apontados pelos entrevistados masculinos.

Entre as mulheres ouvidas, 27,5% relataram ter hipertensão. Entre os homens, foram 23,6%. (AE)

 

 

 

 

 


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Isve Cavalcante