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28/08/2019 14:49
Meio Ambiente
Comissões da Câmara vão ouvir ministros sobre queimadas na Amazônia
A situação no maior bioma brasileira mobilizou as comissões da Câmara na manhã desta quarta
/ Foto: Reprodução
Redação com Assessoria

O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), informou nesta quarta-feira (28) que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, será ouvido pelo colegiado no próximo dia 4 de setembro, às 9h30. A presença dele atende a requerimento do deputado Chico D'Angelo (PDT-RJ).

A presença de Salles na Casa é um desdobramento da crise deflagrada pelo aumento dos focos de queimada na Floresta Amazônica, que bateram recorde neste mês, em relação à média de incêndios no mesmo mês dos últimos 21 anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O ministro deverá ser ouvido em audiência conjunta com a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia. Nesta quarta, uma terceira comissão, a de Trabalho, também aprovou convite a Salles para falar do mesmo assunto, com base em requerimento da deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP). Ela deve se juntar às outras duas para ouvir o ministro.

Demissão no Inpe

Além de Salles, as comissões da Câmara querem debater com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, sobre a mudança na direção do Inpe.

A Comissão de Integração Nacional aprovou hoje um requerimento do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) para que Pontes preste esclarecimentos sobre a demissão do ex-diretor Ricardo Galvão e a nomeação do novo diretor do órgão, o oficial da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião.

Pontes será ouvido no dia 12 de setembro, às 10 horas, em audiência realizada conjuntamente com outras duas comissões (Ciência e Tecnologia, e Meio Ambiente).

Galvão foi demitido no início do mês, após uma polêmica com o presidente Jair Bolsonaro sobre os dados divulgados pelo Inpe que mostraram alta do desmatamento da Amazônia. Bolsonaro acusou Galvão de estar “a serviço de alguma ONG”. O pesquisador reagiu e em entrevista à imprensa disse que a atitude do presidente foi “pusilânime e covarde”.

Além de ouvir os ministros, a Comissão de Trabalho deverá realizar uma audiência pública para debater as consequências do aumento de queimadas na Amazônia e o combate a ações criminosas na região. O pedido do debate foi feito pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). O debate ainda não tem data marcada. 


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