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Editorias

27/11/2019 20:37
Política
Vereador diz que demissões na Prefeitura de Arapiraca revelam face cruel
Rogério Nezinho lamenta as demissões de 800 servidores e critica incapacidade do prefeito Rogério Teófilo
Rogério Nezinho / Foto: Reprodução
Redação

"Parece que eu estava antevendo, quando cobrei da tribuna da Câmara Municipal de Arapiraca, na terça-feira passada, uma atitude do prefeito Rogério Teófilo para resolver o problema no atraso no pagamento dos servidores municipais, dos quais muitos não recebem há três meses".

A afirmação do vereador Rogério Nezinho (MDB) foi feita na tarde desta quarta-feira (27), ao tomar conhecimento de uma portaria assinada pelo prefeito Rogério Teófilo (PSDB) decretando a demissão de 800 servidores com cargos comissionados e em regime de contrato.

“Fica até difícil imaginar um pai de família desempregado, principalmente no final de ano. Quando falei que a administração municipal perdeu o rumo, não estava fazendo críticas sem fundamento, pois o abandono em todas as áreas, nessa gestão, por si só já confirma essa grave situação”, argumentou o vereador.

Rogério Nezinho foi mais além em suas cobranças, ao pedir aos colegas vereadores o apoio, até com a subscrição de um requerimento que pretende encaminhar ao prefeito, para que ele, ou na sua impossibilidade, o secretário da Fazenda, compareça em uma sessão, no início de dezembro, para explicar os motivos pelos quais a cidade chegou a esse caos administrativo e financeiro.

O vereador chamou a atenção também para um colapso no comércio arapiraquense. Rogério Nezinho lembrou que os 800 servidores não terão direito a comprar um prego, porque dificilmente receberão qualquer valor da administração municipal com as demissões.

“É praticamente impossível alguém se colocar no lugar de um pai de família, que desde o início do ano havia se programado para fazer uma confraternização com familiares e amigos neste final de ano”, acrescentou.

O vereador afirma, ainda, que não aceita os argumentos de que as 800 demissões foram necessárias para poder cumprir com o pagamento do décimo terceiro salário.
"É falta de capacidade administrativa e, acima de tudo, falta de sensibilidade do prefeito em tornar esse final de ano como o mais negro na vida desses servidores", lamentou.

 


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